Não Esqueça Quem Você É: Relatos feitos por professores de Harvard

quarta-feira, 10 de março de 2010 | 15:00 | Escrito por Luis Almeida

não esqueça quem você éAtualmente estou procurando ler mais, não só assuntos relacionados à minha área de atuação e com isso, não está sendo incomum eu ganhar livros de presente, a maioria de auto-ajuda o mistério é saber o motivo de esse ser o gênero escolhido.

Não tenho nada contra livros de auto-ajuda, até li alguns que me foram dados, mas não é meu tipo de literatura. Então certo dia, recebo um presente e ao abri-lo me deparo com um livro de nome: Não Esqueça Quem Você É (Best Seller, 2006), um livro de auto-ajuda escrito por Daisy Wademan, que imaginou esse livro no último ano de curso de administração em Harvard.

A autora propôs a alguns de seus professores, que mais a motivara, a relatarem suas experiências em um livro, para preparar os futuros gerentes para as adversidades que eles encontrariam foras dos muros acadêmicos.

O livro foi então escrito e suas histórias divididas em quatro partes: ganhando perspectiva, administrando a si próprio, liderando os outros e construindo valores. Em todas as partes, relatos de professores, suas visões de mercado ou mundo, como chegaram até sua posição atual e o que eles esperam dos futuros gerentes.

Em todos os textos, existem mensagens edificantes, caminhos a serem trilhados e dicas das armadilhas que se pode encontrar no caminho da vida, mas diferente de outros livros de auto-ajuda que li. Esse livro apenas junta relatos de mestres, sem qualquer juízo de valores ou fórmulas prontas de como levar a vida, é o famoso aprender por exemplo.

Num total de quinze relatos bem escrito e traduzido, o leitor passará rapidamente pela vida e experiência do que acredito serem grandes professores de Harvard, cada um com uma graduação distinta, mas pós-graduado em administração, trazendo para a área uma visão da sua graduação, seja ela história, economia ou engenharia. O livro é realmente de auto-ajuda, mas ele abre uma brecha de como a pessoa quer lê-lo, se pegará as histórias como exemplo de vida e tentará recriar alguns conselhos no seu cotidiano ou apenas como um livro motivacional ou biográfico, isso fica a cargo do leitor.Nota 3/5

TV LCD: A convergência continua

sexta-feira, 5 de março de 2010 | 15:00 | Escrito por Luis Almeida

A princípio surgiu a TV de LCD, com uma resolução superior as televisões CRT, porém pequena em comparação a geração atual, 480p, e custando caro, pois a tecnologia ainda era nova e a indústria não dominava o modo correto de fabricação da telas de TFT sem muitos erros.

O tempo passou, pesquisas foram feitas, técnicas foram melhoradas e hoje temos televisões com resoluções de 1080 a preços competitivos, o sonho de uma televisão que fique na parede como um quadro hoje é uma realidade.

LCD Skype

Enquanto se procura melhorar a tecnologia, procurando resoluções maiores, telas mais finas, novos materiais, paralelo a isso a indústria está atrelando peças de computadores a esses aparelhos, tudo ocorreu tão rápido e em pouco tempo que não sei informar se o uso de disco rígido em televisões aconteceu antes ou depois da introdução do barramento USB, mas afirmo que essa adição foi apenas o início da convergência entre nossa LCD e o computador.

O uso de disco rígido não cresceu muito, devido ao preço final das televisões com esse recurso, porém o USB é praticamente um item de série em muitas, que não adiciona muito ao preço final delas, mas que faz uma grande diferença em termos de uso, isso foi uma adição que ninguém achou ruim, muito pelo contrário.

Essa adição e a incorporação de codecs nos aparelhos, fez muitas pessoas a usarem os aparelhos também para ver fotos e filmes diretamente de um pendrive, algo que ajuda a inclusão de um novo nicho de usuário para dispositivos de memória flash, algo antes restrito a pessoas que trabalhavam com computadores ou adolescentes.

As fabricantes não quiseram para num barramento, queriam agregar mais funções ao aparelho, então partiram para a conectividade, criando um equipamento que se conecta a internet e acessa ao youtube, o foco desse produto claramente era uma população jovem, a Samsung foi uma que embarcou nessa viagem e não sabemos de suas vendas.

Agora outra fronteira está sendo desbravada, a Samsung, a LG e a Panasonic estão lançando esse ano televisões com skype integrado com possibilidade de videoconferência. Muitos escritores de tecnologia estão torcendo o nariz, dizem que o vídeo-fone foi revivido em várias fases tecnológicas e que nunca foi pra frente, porém particularmente vejo esse fato por outro prisma.

LCD Skype


Para muitas pessoas, não importando a idade, usar computador é um mistério, mesmo melhorando a interface, existe conceitos que usuários simplesmente ignoram, para o usuário o aparelho tem que ligar, apertar um botão e fazer o que ele quer, as televisões de hoje não estão nesse caminho, mas ainda é mais acessível e com menos passos a fazer do que uma ação no PC.

Para quem conhece a fundo computação, esse novo acessório é irrelevante, pois basta um notebook em casa e uma boa webcam, para transformar qualquer televisão em algo mais que apenas um comunicador, porém para o usuário comum, lidar com cabos e conexões é algo que ele não deseja, então uma televisão com skype embarcado seja algo desejável, prático e talvez a porta de entrada de muitos para o mundo VOIP, meu conselho é desligar a função na hora de uma final de campeonato, pois corre-se o risco de uma comunicação on-line com a sogra por fim ao jogo.

Dexter – 4ª Temporada: Hello Daddy!

quarta-feira, 3 de março de 2010 | 15:00 | Escrito por Luis Almeida

Dexter4Dexter - 4ª Temporada (Dexter – fourth Season, 2009), já casado com Rita e sofrendo as agruras da vida, por ter um bebê em casa, sofre para manter sua vida em ordem e os assassinatos em dia, porém manter o equilíbrio nessa frágil balança será algo difícil.

Nessa temporada a procura de Dexter não é só ir atrás de um assassino como no passado, é também aprender a conviver com seu “hobby” e ser um pai de família exemplar e fora de qualquer suspeita. Para isso ele passa a morar com Rita num subúrbio americano, onde todos os vizinhos sabem da vida de todos (algo indesejável para um serial killer), passa a dividir as tarefas com o bebê e passa a ser um pai para as outras crianças da casa.

Porém em se tratando desse seriado, tem que ocorrer um assassinato onde dele partirá todo o desenvolvimento da trama. Esse assassinato é um corpo encontrado ensangüentado numa banheira, todos os fatores indicando um suicídio, mas nesse instante reaparece o antigo namorado de Debra, o Agente Especial Lung e trás consigo a teoria que não se passa de suicídio, mas de um assassinato feito pelo mais bem sucedido serial killer ativo, que ele batizou de Trinity Killer (devido ao seu modus operandis de três mortes).

Ao ficar sabendo desse fato, Dexter se empenha em sua investigação interna para descobri-lo, pois pretende aprender como passar tanto tempo impune e de fato ele consegue descobrir tudo sobre o Trinity, inclusive usando de um pseudônimo fica amigo dele.

Dexter4Dexter4


Paralelo a isso, Debra envereda por uma investigação pessoal sobre seu pai e suas informantes e enquanto isso ela tenta vender a idéia do assassino serial Trinity, que nunca foi aceita pelo FBI, mas que pelos destinos que toma a temporada é comprada pela delegacia de homicídios de Miami.

Dexter vivendo mais uma de suas múltiplas vidas, tenta desesperadamente manter sua agenda de assassino serial, porém mantendo uma família ele começa a ficar relapso e nessa temporada ele cometerá alguns deslizes.

E serão nesses deslizes e com a investigação de Debra sobre o passado de seu pai, que o passado se colide com o presente ameaçando transformar o futuro de Dexter numa incógnita e prejudicando os inocentes que se encontra em sua órbita.Nota 2/5

Para assistir o trailer aperte play:

Nine: Um Musical Metalinguístico

domingo, 28 de fevereiro de 2010 | 15:00 | Escrito por Luis Almeida

NineNine (2009) é uma produção que em nenhum momento quis ser modesta, conta com um elenco de peso, pois recriar um musical da Broadway nas telas nunca é algo simples e com a carga dramática de Nine, somente com um elenco a altura.

Antes musical era uma regra no cinema de Hollywood, porém com o tempo esse tipo de filme foi perdendo terreno, até sumir completamente, porém como o estilo não morreu no teatro, estamos assistindo a volta desse ao cinema.

Em Nine, somos apresentados a Guido Contini (Daniel Day-Lewis) que interpreta um famoso cineastra italiano que está sendo consumido por sua própria fama e desde os sucessos dos primeiros filmes, não consegue mais emplacar um grande sucesso, seus dois últimos filmes são tidos como fracassos.

Guido terá que fazer um filme, porém encontra-se sem roteiro, apenas com o nome do projeto em mente e como a história irá se desenrolar, porém ele não consegue colocar no papel em palavras, parte do problema de inspiração é devido a uma vida com muitos excessos, pois apesar de casado ele possui uma amante, tem que mentir a respeito do roteiro do filme e vive praticamente numa mentira.

Nine

Nine é em parte o filme que Guido quer criar e não consegue se desenrolando em frente aos nossos olhos, e sendo sete os pecados capitais, temos sete mulheres em torno do diretor Guido Contini, ora o guiando: Judi Dench ou Sophia Loren, ora o tentando: Fergie, Kate Hudson, Nicole Kidman, Marion Cotillard e Penélope Cruz.

Nine em nenhum momento não tenta ser menos do que grandioso, cenários enormes retratando o que deveria ser um set de filmagem da Cinecittà, musicas com um peso dramático e uma iluminação enfatizando o jogo de luz e sombra, que seria os sentimentos contraditórios vividos por Guido.

Na construção do filme é mostrando a luta de se montar um filme, as peças envolvidas, o drama e pressão que passa o diretor, temos uma clara construção metalingüística, onde passivamente embarcamos na vida de Guido sem pedir permissão e esses nos levas ao auge de sua loucura até a cura e por fim sua redenção.Nota 5/5

Pesquisando o motivo do nome do musical ser Nine, encontrei a resposta no bolsademulher:
Nine é inspirado pelo filme autobiográfico de Federico Fellini, Oito e Meio
Para assistir o trailer aperte play:

Bastardos Inglórios: elenco inspirado reescreve a história do pesadelo nazista

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 | 21:02 | Escrito por Daniel Castelo Branco

Bastardos InglóriosAdolf Hitler. Não existe personagem mais estudado na história da humanidade. Quase todos os dias têm alguém falando dele. O passado, as influências, as ideias, estratégias, ações. E quanto mais conheço, menos entendo. Como ele conseguiu passar tanto tempo no poder? Planos para assassinar o ditador alemão existiram vários. Nenhum deu certo. O safado do Führer sempre conseguia escapar ileso.

Bem... Isso até Quentin Tarantino reescrever a história. Em Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009), seu recente trabalho, ele populariza um dos segredos mais bem guardados da Segunda Guerra Mundial: a existência de um pelotão de soldados judaicos, que desembarcou na França durante a Batalha da Normandia, com o objetivo de matar (cruelmente) nazistas.

Bastardos Inglórios Bastardos Inglórios

Logo na cena de abertura, Bastardos Inglórios nos seduz ao prazer da carne. Tudo começa quando a menina Shosanna Dreyfus (Mélaine Laurent) testemunha a execução de sua família pelo coronel Hans Landa (Christoph Waltz). A cena é arrepiante! Sozinha justificaria a indicação que o ator recebeu ao Oscar. Falando nisso, o filme concorre em oito categorias, incluindo Melhor Filme e Direção.

Tanto interesse da crítica não é por acaso, o filme realmente é muito bom. Porém, achei a segunda metade um pouco burocrática. A história perdeu o gás inicial. Demorou demais o processo de articulação para derrubar a linha de frente do Partido Nazista. Também não gostei do enorme espaço dado para as tramas paralelas. Resultado: faltou tempo para mergulhar no terror que se espalhou pelo Terceiro Reich.

Bastardos Inglórios Bastardos Inglórios

Há também o fato de que Bastardos Inglórios é um filme de guerra, portanto, o mais limitado da filmografia tarantinesca. A sorte foi ter encontrado um Christoph Waltz inspirado. O ator austríaco é a própria encarnação da suástica alemã. Brad Pitt, no papel do tenente Aldo Raine, também está muito divertido. Merecia mais espaço. Enfim, Bastardos Inglórios é um elenco inspirado pronto para reescrever a história do pesadelo nazista. Nota 4/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

Guerra ao Terror: a contagem regressiva de um ciclo interminável

domingo, 7 de fevereiro de 2010 | 14:32 | Escrito por Daniel Castelo Branco

Guerra ao TerrorO homem vive em guerra. Ao longo da vida enfrenta doenças, caos urbano, tragédias familiares, violência. Constantemente está exposto a riscos que não controla. É um vizinho psicopata, um chefe carrasco, um irmão egoísta, um juiz corrupto. A ameaça é real. O instinto faz o homem lutar por sobrevivência, mas no fundo, ele pensa: para quê viver? E essa é a pior das guerras. O homem busca um sentido para vida, não encontra...

A cineasta Kathryn Bigelow resolveu mostrar como isso funciona na prática. Em seu filme Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2008) ela acompanha o dia-a-dia de um esquadrão anti-bombas do exército americano no Iraque. Pode apostar que não existe profissão mais perigosa. Um descuido e buuumm! Tripas para o ar. Nessas horas é bom ficar longe. Um artefato pequeno é capaz de devastar quarteirões. Bom para os yankees que tem grana pra tecnologia.

Guerra ao Terror Guerra ao Terror

Robôs, tanques, roupas especiais. Tudo isso ajuda, mas nada substitui o homem. A prova é o sargento William James (Jeremy Renner). O cara é o campeão mundial em desarmamento de bombas. Sabe aquele lance de escolher entre o fiozinho vermelho e o verde? Pois é, o sujeito acerta todas. Sorte dele e dos colegas JT Sanborn (Anthony Mackie) e Brian Geraghty (Owen Eldridge), que vivem em contagem regressiva para o fim do pesadelo.

E justamente como um relógio, Guerra ao Terror é um ciclo interminável. O estilo é documental, as imagens chegam à altura dos olhos. Lado a lado com os soldados somos capazes de sentir o gostinho da poeira, o calor dos uniformes, a agonia do desconhecido. A realidade ao extremo, empregada pela cineasta, fez tanto sucesso que o filme recebeu nove indicações ao Oscar 2010. Pra mim é o único capaz de bater "Avatar" (leia a resenha) na briga dos maiores prêmios.

Guerra ao Terror Guerra ao Terror

Independente do resultado, Guerra ao Terror já deixou seu legado ao nos obrigar a repensar o sentido da vida, afinal, não é fácil entender a cabeça de um soldado. Só espero que o filme não vença o prêmio. Pra mim seria transformar em pipoca uma realidade que deveria nos envergonhar. A guerra é nosso fardo, devemos carregá-lo, mas nunca cair na tentação de chamá-la de arte. Nota 5/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

Vampiros em Dallas: sequestro e religião

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010 | 06:00 | Escrito por Luis Almeida

Vampiros em DallasEm Vampiros em Dallas (Editora Arx, 2009), Sookie e Bill namoram firme e sua relação pelo menos é tolerada pela pequena cidade de Bon Temps, porém outro assassinato ocorre, que irá, dessa vez colocar o detetive Andy Bellefleur na suspeita, já que o cozinheiro gay do Merllote, Lafayette, foi encontrado morto em seu carro, no dia anterior a um grande "porre" de Andy.

Nesse livro vemos que a vida dá muitas voltas, pois no livro passado Andy perseguiu Jason pela suspeita dos assassinatos que vinham ocorrendo na cidade e agora, ele precisará da ajuda e do dom de Sookie para provar sua inocência.

Paralelamente a esses acontecimentos, Eric como chefe da zona onde mora Bill, resolve emprestar Sookie para vampiros de outra zona dos Estados Unidos, devido ao sumiço de um vampiro que pertence a um ninho influente em Dallas.

Em Dallas, o preconceito contra os vampiros ainda encontra-se presente, porém existe nela uma estrutura melhor para atender aos seres da noite, como prédios preparados para recepcioná-los e protegê-los durante o dia, além de um serviço de quarto personalizado, com pessoas devidamente prontas a literalmente darem seus sangues aos hospedes.

O serviço de Sookie é oferecido a Stan, outro vampiro dono de um bar em Dallas, vampiros se encaixam bem nesse ramo de trabalho. Ela passa a entrevistar os funcionários humanos do estabelecimento, pois ela lendo as mentes é mais rápido e indolor que os métodos de torturas que os vampiros eventualmente utilizariam e nessas pesquisas ela descobre o momento que o vampiro sumiu, porém nada é fácil na vida e nos trabalhos que ela enfrenta e esse não será diferente, dessa vez ela ficará no meio da guerra entre vampiros e a irmandade do sol, grupo cristão contra vampiros.

Em Vampiros em Dallas encontramos uma história bem mais voltada para o sobrenatural, muita coisa acontece em Bon Temps e em Dallas e Sookie terá que encontrar um vampiro desaparecido e solucionar a morte de seu amigo Lafayette, mesmo que isso a contra vontade inocente Andy que no passado quis prender seu irmão.

Nesse livro os encontros amorosos entre Sookie e Bill são mais constantes, a autora parece gostar de preencher os capítulos com imagens eróticas, mas ela também consegue contrabalancear com um ótimo diálogo entre Sookie e Godfrey, um diálogo de tolerância pouco praticado nos tempos de hoje. Nota 3/5