domingo, 15 de novembro de 2015 às 21:49

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007 Contra Spectre: uma briga de gerações pelo controle da espionagem britânica

Nota 2/5
007 Contra Spectre
O preço da liberdade é a eterna vigilância. A frase moldou os últimos dois séculos da nossa sociedade. Mas eu diria que o terrorismo e a revolução tecnológica modificaram essa máxima. Hoje, o preço da liberdade é a eterna detenção. O debate sobre vigilância foi superado, dando lugar à discussão sobre o tipo de carceragem que desejamos. Queremos ser controlados pelo Governo? Qual Governo? Uma coalizão entre países? Quem deve nos controlar? Homens? Máquinas?

Para alguns poucos, uma vodka martini batida, uma pistola automática e um possante são suficientes. James Bond (Daniel Craig), por exemplo, nunca reclamou da vida que leva. Mas em 007 Contra Spectre, o agente secreto se torna obsoleto. O governo britânico cria uma tecnologia global de espionagem, encerra a divisão do MI-6 e declara oficialmente encerrada a carreira de James Bond. Apesar disso, 007 conduz uma investigação pessoal sobre uma misteriosa organização chamada Spectre, fechando o ciclo iniciado em "Cassino Royale".

007 Contra Spectre 007 Contra Spectre

sábado, 9 de maio de 2015 às 23:02

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Vingadores - Era de Ultron: bom humor para questionar a ciência e destruir nossos sonhos de paz

Nota 4/5
Vingadores - Era de Ultron
Paz! O que é paz? Por que tantas pessoas a buscam? Muitas guerras já foram travadas em nome dessa palavra. Exércitos montados, bombas construídas e genocídios engenhosamente justificados. O homem ousou criar livros, religiões, partidos políticos e, em 1945, uma Organização Mundial para manter a paz internacional. Qual a definição correta de paz? Mas como alcançar um estado de equilíbrio em um mundo desequilibrado e plural? Como evitar o inevitável? Como colocar ordem no caos?

Grandes homens já sonharam em conquistar tal prêmio. No filme Vingadores - Era de Ultron, Tony Stark e Bruce Banner são dois candidatos. Eles criam uma forma de inteligência artificial capaz de colocar uma "armadura" em torno do planeta Terra. O projeto rapidamente detectou o óbvio: a autodestruição humana, concluindo pela extinção como forma de renovação. A saída, claro, passou pela união dos Vingadores.

Vingadores - Era de Ultron Vingadores - Era de Ultron

sábado, 14 de março de 2015 às 22:48

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O Juiz: a natureza do amor paterno em uma sensível, forte e inspiradora lição de vida

Nota 4/5
O Juiz
Muito se comenta que estamos vivendo uma geração de crianças sem limites. Criadas em famílias cada vez menores, com mais apelo ao consumismo e terceirização do processo de interação social. A consequência disso podemos observar com facilidade. Está no noticiário da TV, nas revistas, na internet, na escola e dentro de nossa casa. Filhos mimados, adolescentes cada vez mais agressivos e adultos imaturos. O que fazer? Há um caminho? Quem é o responsável? Qual o custo de transformar essa realidade?

Joseph Palmer (Robert Duvall) mostra que há saída. No filme O Juiz ele é o magistrado que dá nome ao título. Seu filho é Hank Palmer (Robert Downey Jr.), um advogado de muito sucesso. Eles não se falam há anos. Mas quando a matriarca morre, o filho pródigo é obrigado a voltar à pequena cidade em que cresceu para participar do velório. O clima é de hostilidade mútua. Mas pouco antes de ir embora, ocorre um fato que muda o destino de todos.

O Juiz O Juiz

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014 às 10:13

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Guardiões da Galáxia: a aventura espacial mais divertida desde Star Wars

Nota 4/5
Guardiões da Galáxia
Você é responsável por suas atitudes! Essa talvez seja uma das maiores verdades universais. Tudo que fazemos ou deixamos de fazer, molda nosso caráter e ressoa no infinito. Tive uma prova disso essa semana. Sete anos atrás escrevi um e-mail infeliz insinuando a um amigo que ele havia tido um comportamento preconceituoso. Depois de todo esse tempo, ele retornou minha mensagem encerrando a amizade e cortando o diálogo. Claro, se pudesse voltar no tempo, não teria apertado o botão enviar. A história seria reescrita.

Com esse mesmo dilema, logo na primeira cena do filme Guardiões da Galáxia, o menino Peter Quill (Chris Pratt) tem a chance de abraçar a mãe pela última vez. Deitada no leito de morte, a despedida não acontece. O garoto hesita. Essa chance perdida acaba forjando seu espírito para sempre. Daquele momento em diante, o rapaz joga-se de forma inconsequente em todas as aventuras. Certamente influenciado pela ideia da passividade, ele assume um comportamento imprudente em suas decisões.

Guardiões da Galáxia Guardiões da Galáxia

domingo, 22 de setembro de 2013 às 11:40

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Inferno: uma peregrinação malthusiana pelo ponto turístico criado por Dante Alighieri

Nota 4/5
Inferno - Uma Nova Aventura de Robert Langdon
Acabamos de chegar à marca de 7,2 bilhões de pessoas vivendo na Terra. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), as projeções de crescimento demográfico apontam que esse número será de 8,1 bilhões em 2025. É matemática: o consumo de recursos naturais hoje excede em 50% a capacidade da natureza de se renovar. Mantendo esse padrão de vida, em 20 anos serão necessários dois planetas Terra. Esse é o resultado do ritmo de crescimento da população mundial a partir da Revolução Industrial.

A explosão demográfica foi abordada de forma contundente em 1968, através da publicação do livro "A Bomba Populacional", do biólogo americano Paul Ehrlich. Naquela época a população era de apenas 3,5 bilhões. O problema da superpopulação estava só decolando. Desastres envolvendo a escassez de alimentos, a destruição da natureza e riscos biológicos, eram apenas enredos de ficção científica. A revista Superinteressante de maio de 1993 (ed. 068) abordava o tema: "O argumento de Ehrlich era simples: se o crescimento da população não fosse contido, a própria natureza se incumbiria de contê-lo."

Esse assunto volta à pauta global por culpa do livro Inferno - Uma Nova Aventura de Robert Langdon, sexto romance policial do escritor americano Dan Brown. Em teoria, debater um tema tão complexo através das peripécias de um professor de simbologia que usa relógio do Mickey, chega a ser patético. Na prática, os recursos estilísticos empregados têm compromisso apenas com a beleza estética do texto e com o nível de imersividade na história. A ficção termina na ficção. Mas o que não podemos negar é a plasticidade da Teoria Populacional Malthusiana, argumento que sustenta o romance.