Fringe: O retorno ao tema ciência e conspiração

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009 | 12:30 | Escrito por Luis Almeida

FringeO tema conspiração não é algo novo no universo dos seriados, porém o modo como os diretores e escritores conseguem renovar esse tema é algo de se tirar o chapéu, é o caso de Fringe, uma série também sobre uma conspiração que segue os mesmos moldes de Arquivo-X (X-files), mas que conseguiu ter personalidade ímpar.

Essa série que ainda está na sua primeira temporada já traz uma boa referência que é o nome de J.J. Abrams, que também criou Alias e Lost e também o ator veterano em seriados, mas que ainda não emplacou no cinema, Joshua Jackson mais conhecido na série Dawson's Creek.

O inicio da temporada é sobre um misterioso “acidente” aéreo singular, pois o avião chegou a pousar no aeroporto com ajuda de sistemas computacionais, porém com todos abordo mortos e nesse cenário a idéia de terrorismo assola todos os órgãos norte americanos que mandam representantes de todas as siglas federais que eles possuem e será nessa cena o contato do telespectador com a protagonista da trama a Agente Olivia Dunham (Anna Torv), que entra na cena da investigação meio contra ordem de um superior o Agente Phillip Broyles (Lance Reddick), personagem que se mostrará em toda temporada alguém ciente do que está acontecendo, mas que não tem ainda todas as peças do quebra-cabeça.

Como em todo seriado as tramas se desenrolam sobre um eixo, seja um personagem ou um núcleo, em Fringe a trama tem como eixo a Agente Olivia Dunham, que tem um relacionamento secreto com um agente do FBI, John Scott (Mark Valley) um personagem muito importante na trama.

FringeFringe

E devido a esse acidente aéreo e o rumo que as investigações levaram o FBI, Olívia terá que ter acesso ao Dr. Walter Bishop (John Noble), que encontra-se internado numa instituição psiquiátrica e apenas seu filho Peter Bishop (Joshua Jackson) pode fazer e autorizar visitas, o problema que ele além de ser um gênio tem um passado nebuloso, que o fez sair dos Estados Unidos e acabar no Iraque, fazendo trabalhos de alta tecnologia para quem pode pagar seu preço, por isso Olivia teve que ir ao Iraque para convencer Peter a ajudar, o problema que devido ao acidente que levou Dr. Walter ao manicômio Peter não quer mais saber de ver o pai.

O acidente das mortes desse avião será o estopim que criará o grupo de investigação fringe, encarregado apenas de casos bizarros e de ligá-los a uma conspiração chamada de "O Padrão" e como numa espiral, uma multinacional de alta tecnologia chamada Massive Dynamics sempre aparece envolvida com algum caso bizarro que está sendo investigado e por toda temporada fica a pergunta no ar, quem realmente são os bandidos?Nota 4/5

Para assistir o trailler aperte play:


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Dexter 3ª Temporada: Procurando a humanidade

Terça-feira, 16 de Junho de 2009 | 12:30 | Escrito por Luis Almeida

Dexter 3Nessa temporada Dexter encontra-se diante de grandes desafios e que para ele é mais assustador que montar uma cena de crime para suas vítimas, pois devido a um incidente numa de suas ações noturnas de inclusão na casa de um traficante, ele acidentalmente mata outro homem e teve que fugir para não ser pego.

E como tudo nessa série não ocorre por acaso, esse simples fato desencadeará um turbilhão de acontecimento na vida desse serial killer, pois além de um assassinato que saiu do controle, ele foi chamado para investigar a cena do crime e lá ele encontra Miguel Prado (Jimmy Smits), que será a peça chave de todo o seriado.

Sua irmã Megan, volta para a polícia com um novo visual e tentando ainda seu lugar ao sol para conseguir uma insígnia de detetive e para isso ela terá que trabalhar com um policial transferido dos narcóticos, homem bastante suspeito e que se encontra sob investigação da corregedoria, para investigar mortes em que as vítimas aparecem torturadas e sem pedaços da pele.

Dexter 3Dexter 3

Mas com várias tramas paralelas, o foco é mesmo Dexter e sua grande amizade com Miguel, sua tentativa de criar um laço de amizade com ele e sua relação perante a perspectiva de ser pai, pois ele se enxerga como um monstro e na sua psicologia seu filho poderá herdar esses caracteres sombrios de sua vida.

Escrever sobre essa temporada, que para mim foi a melhor de todas, é um verdadeiro campo minado, devido a detalhes que não podem ser revelados, pois a série sempre surpreende nos últimos episódios.Nota 4/5

Aperte play para ver o trailler:


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O Nevoeiro: polêmicas e monstros para redescobrir o poder mágico do último suspiro

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009 | 21:17 | Escrito por Daniel Castelo Branco

O NevoeiroNossa, esse blog está entregue às moscas! Vou dá um jeito nisso resenhando um filme bastante polêmico: O Nevoeiro (The Mist, 2007), história de terror baseado num conto de Stephen King. Não conheço os livros desse rapaz, tenho até curiosidade, mas nunca tive a chance. O que chegou pra mim ao longo dos últimos anos foram alguns filmes baseados em suas obras. O primeiro deles é "O Iluminado" (leia a resenha), um dos piores da história do cinema. Depois veio "O Apanhador de Sonhos", cujo monstro escolhia o buraco menos nobre do corpo humano para se alojar. Até que recentemente lançaram "1408" (leia a resenha), suspensinho inelegível (mas legal) e agora esse O Nevoeiro.

Em momento algum O Nevoeiro renega as origens. É um filme tosco, cheio de criaturas impensáveis e dramas constrangedores. Tudo começa com uma tremenda tempestade na cidadezinha de Maine. Alguns moradores temendo a falta de mantimentos, correm ao supermercado local. Entre eles estão David Drayton (Thomas Jane) e seu filho Billy (Nathan Gamble), de apenas 8 anos (tinha que ter uma criança, né?). Porém um estranho nevoeiro toma conta dos arredores da cidade, deixando todo mundo "ilhado".

O NevoeiroO Nevoeiro

Cansados de esperar que o nevoeiro acabe, alguns corajosos se aventuram saindo do supermercado. Gritos ao longe revelam que essa não foi uma boa idéia. Surge então uma disputa política dentro do supermercado. De um lado os céticos de outro os religiosos. A cada nova tentativa fracassada de fugir do local os religiosos ganham força. Chegam ao extremo de criar uma "mini-inquisição", julgando e condenando alguns à morte. É a parte mais divertida do filme. Adoraria passar essa história numa sala de aula. Poderíamos discutir essas cenas noite adentro. Recomendo aos professores!

Depois é o puro terror-comédia. Monstros invadem o local e fazem a festa. Porém, o diretor, roteirista e produtor, Frank Darabont, deixou para o final a grande polêmica do filme. Com um revólver em punho e quatro balas no gatilho, David conseguiu escapar com seu filho, uma paquera e um casal de idosos. Eles conseguem um carro e tentam fugir para bem longe do nevoeiro. Rodam, rodam, rodam, rodam até a gasolina acabar. Nada da porra do nevoeiro dá uma trégua. O que você faria do lugar de David? Imaginando a dolorosa morte nos tentáculos do monstro, David deu um tiro na cabeça do filho, da paquera e dos idosos. Mas faltou bala pro suicídio. Macabro não acha?

O NevoeiroO Nevoeiro

A que ponto chega um ser humano num momento de desespero completo? Oferecer uma morte digna faz parte da boa conduta humana? Mesmo sem esperanças, vale a pena lutar pela vida? A quem pertence o poder da morte? Não tenho dúvidas que David fez todas essas reflexões antes de tomar a drástica decisão. O problema, para David e para o filme, é que logo em seguida ele encontra o exército americano destruindo o mostro e trazendo a paz de volta à pequena cidade. Já pensou? Muita gente não gostou justamente desse final, mas eu achei o máximo! A cena potencializou a discussão sobre a decisão de David, fazendo-nos inverter a lógica e redescobrir o poder mágico do último suspiro. É como se O Nevoeiro nos dissesse: não tentem controlar a lógica da vida. Nota 3/5

Confira o trailer legendado clicando no botão play da imagem abaixo.


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God of War II: descobrindo segredos mitológicos numa sangrenta aventura de glória e vingança

Terça-feira, 21 de Abril de 2009 | 10:52 | Escrito por Daniel Castelo Branco

God of War IIZerei God of War II (SCE Studios Santa Monica, 2007)! A meninada pode achar besteira, mas esse foi o primeiro game que conseguiu completar no meu recém comprado PlayStation2. Desde "Donkey Kong Country 3" (hehe) não me divertia tanto jogando. Hoje em dia é preciso muita paciência e boa vontade para manter o ritmo e chegar ao fim. Paciência porque a maioria dos jogos vai ficando enfadonha com o passar das fases. Boa vontade para deixar de lado as centenas de opções disponíveis no mercado, priorizando apenas uma. Pra minha sorte, God of War II é um dos melhores jogos já criados. O título é uma continuação melhorada de "God of War", vencedor de diversos prêmios na categoria ação-aventura.

Separo minha experiência em God of War II em dois momentos. Joguei a primeira metade do game no escuro. Apanhei para encontrar respostas aos quebra-cabeças, descobrir os caminhos e entender os objetivos. Chega um momento que cansa, principalmente quando você fica remoendo uma fase sem conseguir sair do lugar. Uma boa fonte de informação nesses momentos de desespero é o YouTube. O site de vídeos foi fundamental para que eu pudesse passar de fases como "Typhon's Cavern". A galera captura o vídeo, faz uma narração ao fundo e publica. Novos tempos... Antigamente eu garimpava minhas dicas no chão das locadoras.

God of War II

Outra boa fonte de dicas é o site GameVicio Brasil. Apesar de incompreensível por quem não vive o jogo, as dicas ajudam a caminhar com mais velocidade. Muitas vezes basta uma palavrinha solta para encontrar a chave de tudo que você precisa. O problema é que o excesso de dicas tira o charme do game. É como responder uma equação logarítmica com o professor soprando no ouvido. Fiquei tão viciado que acabei comprando o livro "Os Melhores Games Detonados - Edição 2008". Facilitou muito minha vida. O chato é que o livro mistura consoles e lista 15 games diferentes, dos quais apenas um ou dois interessavam.

Com ou sem dor de cabeça, God of War II é um espetáculo aos olhos. Baseado na mitologia grega, o jogador controla Kratos, um porra-louca espartano com ódio até o último fio de cabelo. A história começa exatamente onde a primeira parou: o Olimpo. Após destronar Ares, nosso herói causa a ira dos outros deuses pelo apoio deliberado à Esparta. Ele então inicia uma fantástica jornada de destruição contra ninguém menos que Zeus, deus dos deuses. O caminho é longo e recheado de personagens surreais como Prometeu, Teseu, Perseu, Pegasus, Íkaros, Euryale. Ao fim, Kratos acerta acidentalmente Atena, levando-a a morte. Fato que nos transporta para a última fase do jogo: destruir Zeus! É como brincar de bang-bang contra o Neo em Matrix. Arrisca?

God of War II

God of War II é genial. A jogabilidade é uma coisa absurda! Simples toques respondem de maneira rápida na tela. Quem apenas assiste costuma imaginar que é difícil fazer tantos golpes legais. Mas não é. Qualquer novato é capaz de ganhar desenvoltura com poucos segundos. Basta um feijãozinho com arroz para caminhar pelas fases sem problema. Evidente que depois de um tempo o jogador começa a sofisticar os golpes, combinando botões e variando nos "brutalitis". O mais difícil talvez seja finalizar as fases. Quase sempre há um chefão "invencível" a ser batido. Nesses momentos é necessário repetir a sequencia de botões que aparece na tela. Outro ponto forte é que seus erros sempre são perdoados. Morreu? Pois recomece quase do ponto exato que estava. Isso sim é estimulante.

Outro fator que conquista o jogador é o carisma de Kratos. Divertido demais a forma como ele trata os inimigos. Talvez o melhor desses momentos seja visto na fase "The West Auditorium", em que Kratos usa todo ser charme para obrigar o tradutor a ler o livro mágico da Warrior's Skull. Para melhor entender, Kratos seria Jack Bauer no corpo de Conan, o bárbaro. O pior é que depois de algumas horas comandando esse louco, você se sente o próprio. Destaco também o envolvimento tridimensional gerado pelas ótimas câmeras. As imagens exploram com perfeição cada detalhe dos incontáveis cenários e ambientes. Sua única preocupação é golpear os inimigos e se divertir. O clima fica ainda mais real com a apavorante trilha sonora. God of War II: uma sangrenta aventura de glória e vingança. Nota 5/5


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Anjos e Demônios: tirando a excitação mágica, é cópia de "O Código Da Vinci"

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009 | 17:19 | Escrito por Daniel Castelo Branco

Anjos e DemôniosAnjos e Demônios (Editora Sextante, 2004) me persegue. Desde que descobri o enigmático "O Código Da Vinci" (leia a resenha), muita gente veio dizendo que eu precisava conhecer Anjos e Demônios, a primeira aventura do simbologista Robert Langdon. Como o filme será lançado no próximo mês, achei que esse era o momento ideal para finalmente conhecer a história. Percorri as 464 páginas sem dificuldade. O livro é fácil, a linguagem bastante simples, fatos que transformaram a leitura num momento de prazer e diversão. Méritos do autor Dan Brown. Ele desenhou uma história aparentemente séria, com muito senso de humor, ação e aventura. De quebra ele oferece um cardápio de descobertas milenares banhadas em arte e cultura. Resumindo: uma mentirinha bem contada.

Peraí... isso aí parece com o "O Código Da Vinci", ou não?! Tudo bem que Anjos e Demônios veio três anos antes, tendo sido publicado originalmente em 2000. A questão é que "O Código Da Vinci" é bem mais conhecido, tendo quase o dobro de sua tiragem. É até normal que muita gente só o tenha descoberto depois do livro da Mona Lisa. Sendo assim, Anjos e Demônios sofre com essa grande semelhança com seu irmão mais novo e mais famoso. O modelo narrativo de ambos é idêntico. Tudo começa com um misterioso assassinato e uma investigação semiótica. O corpo da vítima contém uma marca pouco conhecida. Um simbologista reconhece a imagem como pertencente a uma seita secreta. Surge uma heroína, um assassino de aluguel e um chefão secreto que irá trair todo mundo. Ah, faltou a polêmica com a Igreja Católica. Pronto!

Essa receita me deixou incomodado. É como se já soubesse a história. Isso tirou muito o brilho do livro. Por outro lado, Anjos e Demônios possui uma temática muito mais instigante: ciência e fé. Foi divertido acompanhar a guerra entre cientistas e religiosos, principalmente na perspectiva de alguém que buscava encontrar um ponto em comum entre esse dois lados aparentemente antagônicos. Gostei da forma como os Illuminati foram construídos: uma poderosa fraternidade fundada por Galileu Galilei e composta por mentes brilhantes como Bernini, eminente artista do barroco italiano conhecido por suas numerosas obras em Roma e no Vaticano. Segundo o livro, a Igreja Católica e os Illuminati travavam uma guerra que já durava 400 anos. Anjos e Demônios seria o fim dessa guerra. De posse de uma nova arma devastadora, os Illuminati ameaçam explodir a Cidade do Vaticano durante a sucessão papal. Já pensou?

Muito boa a idéia de infiltrar os Illuminati na maçonaria, na política e em todas as esferas do poder mundial, inclusive no próprio Vaticano. Anjos e Demônios explora com maestria a caçada por criptas, igrejas e catedrais, empreitada pelos protagonistas Robert Langdon e Vittoria Vetra. Os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati. Nesse refúgio secreto está a única esperança de salvação da Igreja. Muito legal o envolvimento da história com a votação do novo papa, os detalhes das cerimônias secretas da Igreja, as bibliotecas que ninguém tem acesso, os livros que poucos podem tocar. Tudo isso com uma dupla de jornalistas oportunistas (e qual não é?) no seu encalço. Pode ter sido apenas uma estratégia narrativa para trazer realismo à história, mesmo assim achei uma bela crítica à imprensa inglesa.

Alguns debates no livro me chamaram atenção, o principal deles envolveu o assassino e o papa temporário, o Camerlengo Ventresca. Gostei da forma como o assassino definiu a Igreja e as barreiras que ela coloca para o progresso da Ciência. Mas ao mesmo tempo, e igualmente genial, foi a forma como o papa questionou a forma como os cientistas lidam com moral diante dos desafios éticos que o progresso impõe. Um bom livro, mas infelizmente não chega aos pés da excitação mágica gerada pelo "O Código Da Vinci". O mais engraçado é que a maioria das pessoas que enaltece Anjos e Demônios nunca leu "O Código Da Vinci", conhecem apenas o filme. E quem leu o livro sabe que as páginas têm muito mais sabor do que os frames. Espero que o filme de Anjos e Demônios supere ao menos isso. Nota 3/5

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Presos no Gelo: sustos e terror na neve

Sábado, 11 de Abril de 2009 | 12:00 | Escrito por Luis Almeida

Presos no GeloPresos no Gelo (Fritt Vilt, 2006) é um filme de terror típico: um grupo de amigos viaja e a pessoa já sabe que poucos voltarão vivos para contar a história. Mas mesmo previsível o filme tem boas doses de sustos, terror sugestionado e litros de sangue. O filme apresenta um terror que lembra muito o estilo japonês. O medo é passado por algo que não é mostrado na câmera, mas que deixa sempre claro que é algo ruim. Junte a isso um ambiente claustrofóbico de um hotel abandonado.

A trama do filme é centrada num grupo de amigos que viaja para esquiar. A viagem é toda planejada, mas antes ocorre uma parada num "point" especial conhecido pelo motorista do carro Eirik (Tomas Alf Larsen). Ele está com a namorada Jannicke (Ingrid Bolsø Berdal), Morten Tobias (Rolf Kristian Larsen), Mikal (Endre Martin Midtstigen) e Ingunn (Viktoria Winge). De início não gostam do lugar por acharem uma descida fácil, mas após escalarem a montanha eles se deparam com uma bela vista e uma descida melhor ainda.

Presos no GeloPresos no Gelo

E assim eles descem a costa da montanha esquiando, fazendo manobras e aproveitando toda a aventura. Nisso Morten Tobias se desequilibra, bate numa pedra e tem com isso uma bela fratura exposta. Jannicke, que pela postura deve ser médica ou estudante de medicina, dá uma suturada na ferida. Porém, nada é dito a respeito disso, provavelmente pela curta duração do filme, apenas 90 minutos.

Nesse momento as decisões são tomadas e, como sempre, as piores são escolhidas. Por sorte eles estão próximos de um lugar abandonado em que resolvem passar a noite para cuidar melhor do doente. Deixam para resolver a situação quando amanhecer.

Presos no GeloPresos no Gelo

E podemos dizer que o filme começa quando eles entram no estabelecimento abandonado. Será lá que as mortes irão iniciar. Preparem o fôlego porque no início o suspense imposto em Presos no Gelo é muito forte. Apesar que no fim ele perde um pouco do suspense para virar apenas mais um terror comum baseado em mortes cruéis.

Meu conselho é assisti-lo na madrugada, quando a cidade estiver bem silenciosa e com todas as luzes de casa apagadas. Recomendo também o som bem alto para maximizar o medo e os sustos. Assim o filme ganha outra dimensão. Mas não espere muito, Presos no Gelo é apenas uma replicação de velhas fórmulas dos filmes de terror que já estão deveras batida no cinema. Nota 3/5

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Taikodom: vivendo em bases estelares

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009 | 12:00 | Escrito por Luis Almeida

TaikodomAcabou de ser lançado o jogo brasileiro Taikodom (Hoplon Infotainment, 2008), mas ainda no ano passado escrevi explicando um pouco da mecânica interna desse game (leia a resenha). Porém, agora irei descrever minha experiência jogando esse MMORPG (jogo de interpretação de personagem online e em massa para múltiplos jogadores).

Primeiro sou um jogador que me considero da "velha escola" e ainda não consigo me empolgar com todos os tipos de jogos on-line e MMO é um deles. Isso porque a mecânica do jogo é quase similar à vida real. Para evoluir nesse tipo de jogo é preciso desempenhar uma tarefa específica e levá-la quase como um trabalho.

É justamente o que acontece logo que a pessoa entra em Taikodom pela primeira vez. Aparece uma historinha sobre a Terra no futuro e como o homem foi levado a ter que abandoná-la. Diz ainda que toda a população foi transferida num estado de congelamento criogênico, para ser revivido no espaço. Quando finalmente a pessoa acorda, tem que escolher uma das três ocupações: explorador, minerador e ás;

Presos no Gelo

Na minha primeira experiência escolhi ser minerador. A pessoa entra num pequeno tutorial que explicará as funcionalidades básicas do jogo: como controlar a nave, pegar elementos e passar por portais. O problema é que o tutorial ainda deixa muita brecha e o novo piloto ainda tem que descobrir como usar as teclas certas do teclado para pilotar direito. A sorte que no chat do jogo tem sempre muitas pessoas dispostas a ajudar.

Assim que entrei como minerador, fui pegando missão atrás de missão. A atividade era basicamente minerar asteróides à procura de determinados elementos, tarefa muito chata por sinal. Sorte que dentro do jogo existe várias estações espaciais e nelas tem diferentes mercados. Cada um vendendo artigos diferenciados no jogo.

Presos no Gelo

As estações me atrairam muito. Isso porque depois de ficar muito chateado com o trabalho de minerador, resolvi apenas passear no espaço e cruzar os portais dimensionais contido no jogo. A primeira coisa que percebi foi a existência de portais e zonas apenas acessíveis a assinantes. Nada mais justo, pois a Hoplon é uma empresa que tem seus gastos e tem que tirar também um pouco de lucro dos usuários. Dentro do jogo ainda existem telas tipo outdoors espaciais, que poderão ser usadas para propagandas futuramente. Isso é algo que já existe em outros jogos, tendo inclusive sido utilizado pelo presidente Barack Obama durante sua campanha. Ele quando colocou uma propaganda num outdoor em "Burning Paradise", game de corrida do Xbox 360.

Ainda sobre as estações espaciais, cada um tem um belo desenho e recebem belos nomes em homenagem a grandes figuras da história como Julio Verne e Santos Dumont, ambas na constelação da Terra. Eu gostei muito da homenagem e penso que se um dia o Brasil tiver tecnologia espacial, seria uma boa homenagem ao nosso pioneiro da aviação.

Presos no Gelo

Mas nem tudo é perfeito em Taikodom. Um grande problema é quando se tenta equipar a nave para melhorá-la. Cada missão a pessoa recebe uma recompensa em Taiés, moeda local do jogo (existe também a moeda Hoplon que é comprada com dinheiro real e convertida em Taiés dentro do jogo). Minha primeira tentativa de aquisição foi armas melhores para minha nave, por achar as que o jogo me forneceu de curto alcance. Porém, mesmo achando que estava fazendo tudo correto, comprando uma arma para uma nave do tipo de exploração, a mesma não instalava. O jogo não informava o motivo da recusa.

Dentro também não existe nem um guia que explique o que podemos comprar para por em cada nave, algo que achei frustrante e me fez gastar vários Taiés à procura da arma certa. Essa procura toda me fez, de certa forma, ficar frustrado e desistir do jogo. Apesar disso, Taikodom é um jogo bonito, feito por mentes brasileiras. Só não podemos deixar de dizer que ainda carece de um bom manual de sobrevivência dentro do jogo, principalmente na compra de equipamentos. Nota 2/5


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