A capa da revista Veja dessa semana é o ator Fábio Assunção. Sem condições de atuar, o galã deixou a novela "Negócio da China", para tentar se livrar do vício em cocaína. A reportagem mostra que não faltam exemplos de celebridades quem afundaram nas drogas: Elis Regina, Vera Fischer, Nelson Gonçalves, Felipe Camargo, Marcello Antony, Cássia Eller. Alguns morreram no auge do sucesso. Outros amargam um ostracismo precoce por causa do vício.Por que alguém rico, famoso e com tanto talento recorre às drogas? Por que existem tantas pessoas que consomem, mesmo sabendo das consequências humanas e sociais? Meu Nome Não é Johnny (Meu Nome Não é Johnny, 2008), um dos filmes brasileiros de maior sucesso desse ano, fala exatamente sobre isso. Baseado em livro do jornalista Guilherme Fiúza, o diretor Mauro Lima pôs na tela a história real do ex-traficante João Guilherme Estrella.


Meu Nome Não é Johnny se divide em duas etapas. Na primeira João deixa de ser "apenas" um usuário de cocaína e começa a ganhar dinheiro com o tráfico. O pano de fundo é o divórcio de seus pais. Depois que sua mãe (Júlia Lemmertz) saiu de casa, seu pai (Giulio Lopes) mergulhou numa depressão, agravada por uma doença pulmonar. Sem ninguém para impor limites e com a casa livre, João promovia constantes festas em que vendia drogas para a abastada juventude carioca.
É nessa época que conhece Sofia (Cléo Pires). Os dois se apaixonam e passam a aproveitar tudo que a vida desregrada é capaz de oferecer. Toda a grana que João ganha nas drogas torra de imediato. Já bastante famoso no Rio de Janeiro, o playboy recebe um convite para levar alguns quilos de cocaína para a Espanha. Disfarçando o bagulho em casacos ele consegue entregar a mercadoria. Com o dinheiro em mãos, João e Sofia fazem um fantástico tour pela Europa.


Meu Nome Não é Johnny é bem menos do que eu esperava. Gostei do filme, mas acho que faltaram surpresas e um enredo mais caprichado. A história do João Estrella é espetacular, mas não tem diferença daquilo que estamos acostumados a assistir todo dia na imprensa, seja com playboys, celebridades ou pais de família. Um filme com uma mensagem otimista, mostrando aos jovens que apesar de irresistivelmente glamuroso, o caminho das drogas cobra um preço alto demais. Pena que o aprendizado humano – ao longo dos séculos - venha se resumido à experimentação.

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.





















































