Resident Evil - Degeneração: um entediante joguinho de valores morais e monstros bizarros
Até hoje nenhuma adaptação de videogame deu muito certo cinema. Sendo muito bonzinho poderíamos citar "Mortal Kombat" (1995), "Lara Croft: Tomb Raider" (2001) e "Terror em Silent Hill" (2006) como exceções. Porém, ao que parece, a coisa começa a mudar. O sucesso de "Max Payne" (leia a resenha) está fazendo muita gente vislumbrar uma parceria duradoura entre games e cinema. Aos poucos a lógica dos jogos virtuais é destravada. Provavelmente num futuro próximo teremos um grande filme do gênero.
Resident Evil - Degeneração (Resident Evil: Degeneration, 2008) é a nova aposta da parceria entre Sony Entertainment e Capcom. Depois de três filmes com atores reais, o novo longa da série "Resident Evil" é todo feito em computação gráfica, usando a mesma técnica de captura de movimentos vista em "A Lenda de Beowulf" (leia a resenha). O resultado é bem convicente, embora tenha percebido uma má sincronia entre voz e movimentos labiais dos personagens e certa artificialidade durante todo o filme.


A primeira parte da trama até que diverte, mas quando os zumbis dão lugar a um gigantesco monstro bizarro, Resident Evil - Degeneração fica entediante. Bom mesmo só o pequeno mistério sobre as boas intenções da empresa farmacêutica Umbrella. Afinal, quem estará por trás do incidente? O joguinho político com os valores morais da protagonista nos faz pensar sobre verdades e mentiras que nos apegamos. Mas é muito pouco para um game com tantos fãs. Mesmo assim a franquia vai continuar. Azar o nosso.

Confira o trailer legendado clicando no botão play da imagem abaixo.
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