domingo, 31 de agosto de 2008 às 11:25

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Prison Break - 3ª Temporada: alianças se formam nesse jogo de interesses e traições

Prison Break - 3ª TemporadaMuitos acreditavam que Prison Break - 3ª Temporada (Prison Break: Season 3, 2007-2008) seria o fim desse premiado seriado americano de TV. Os próprios idealizados da série avisaram que toda a história dos presidiários de Prison Break seria contada em três temporadas, sendo a primeira narrando a fuga da penitenciária Fox River, a segunda com o foco na perseguição dos fugitivos e a terceira com o desmantelamento da conspiração.

Mas ao contrário de todos os prognósticos, amanhã inicia nos Estados Unidos a "4ª Temporada". Parte disso deve-se ao sucesso da série, mas o maior responsável foi a greve dos roteiristas no ano passado. Isso porque obrigou a produção a realizar uma parada imprevista no meio da 3ª Temporada, sem que os roteiristas pudessem criar um gancho convincente para que a nova temporada se justificasse.

Para quem curte a série, a parada da 3ª Temporada foi um duro golpe. O seriado havia retomado o clima de suspense que fez tanto sucesso na temporada de abertura. A diferença que as coisas agora se inverteram. Michael Scofield (Wentworth Miller) está preso e seu irmão Lincoln Burrows (Dominic Purcell) solto. E o melhor: os caras foram parar na penitenciária SONA, no Panamá, um inferno parecido com Carandiru.

Prison Break - 3ª Temporada      Prison Break - 3ª Temporada

Dentro desse esgoto cercado por grades, pouco adianta a qualificação de engenheiro civil que Michael possui. Aos poucos os irmãos percebem que estão envolvidos com gente muito perigosa, não dá para simplesmente criar armadilhas para tentar escapar. O custo dessa descoberta é a morte de uma importante personagem. Gostei da forma como as alianças foram formadas nessa 3ª Temporada, um jogo de interesses e traições, transformando a série numa grande incógnita.

No decorrer da trama se descobre que não basta ter um bom plano, o fator humano sempre deverá ser contabilizado, algo que Michael não priorizou enquanto escrevia as diretrizes de sua fuga, afinal, engenheiro é bom com números e não com psicologia humana. Isso sem contar que a dinâmica da estratégia dos irmãos teve que mudar, a "lógica panamenha" e completamente diferente da "lógica americana".

Prison Break - 3ª Temporada      Prison Break - 3ª Temporada

Para saber como termina Prison Break - 3ª Temporada, corra à locadora, alugue o seriado e entre de cabeça nessa prisão infernal. Prepare o espírito e o estômago para acompanhar o desenvolvimento de cada trama, pois em cada porta aberta surgem novas possibilidades que influenciarão diretamente a vida de terceiros. No fim, descobrimos que não existe plano perfeito. Nota 4/5

Essa resenha foi escrita em co-autoria de Daniel Castelo-Branco. Confira abaixo o trailer da 3ª Temporada:

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sábado, 30 de agosto de 2008 às 23:58

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Star Wars - The Clone Wars: uma pequena peça do infinito quebra-cabeça filosófico

Star Wars - The Clone WarsHoje fui ao cinema assistir à animação Star Wars - The Clone Wars (Star Wars - The Clone Wars, 2008). Desde que paguei 30 contos para visitar a minúscula exposição "Star Wars Brasil" (leia a resenha) me considero um grande fã da série. Dessa forma, não poderia deixar de pagar mais 14 míseros contos para assistir ao novo projeto de George Lucas. The Clone Wars prometia muito. Eu sempre considerei que "animação" e "Star Wars" nasceram um para o outro.

Como fui o primeiro a chegar ao cinema, deu para ficar bisbilhotando o perfil de todos que entravam. Para minha surpresa, eu era o único adulto desacompanhado da sessão. Impressionante o número de crianças, deve ser porque o filme era dublado. Teve até um cidadão que levou a mulher, o filho de cinco anos e um bebê! O pobrezinho do neném passou todo o filme chorando. Foi duro concentrar na história. As pessoas que estavam próximas mudaram todas de lugar.

O fato surpreende mais ainda porque a história contada em The Clone Wars é dirigida a um público bem específico. Para entender alguma coisa da animação é necessário que o espectador tenha assistido aos filmes "A Ameaça Fantasma" (1999) e "Ataque dos Clones" (2002), além da minissérie televisiva de animação "Guerras Clônicas" (2003-2005, leia a resenha). Cronologicamente, as novas histórias situam-se após o terceiro quarto da minissérie, momentos depois de Anakin se sagrar Cavaleiro Jedi, e pouco antes do gancho para os acontecimentos de "A Vingança dos Sith" (2005).

Star Wars - The Clone Wars      Star Wars - The Clone Wars

Complicado de entender, não acha? Imagine agora uma sala lotada de crianças que não dão a mínima para essas idiotices nerds, só querem correr e brincar. Porém, alguns especialistas dizem que George Lucas realmente fez The Clone Wars para essa meninada. Os caras classificam o filme como uma bela operação de marketing, visando o mercado do futuro. De certo que em outubro desse ano estreará nos EUA uma nova série de animação a ser exibida em cem episódios no Cartoon Network, continuando a história de The Clone Wars.

Mas vamos ao que interessa. O filme tem início com os generais Anakin Skywalker (voz de Matt Lanter) e Obi-Wan Kenobi (voz de James Arnold Taylor) comandando o exército de clones da República contra as forças Separatistas e seu infinito exército de andróides. No meio da batalha o recém-formado Skywalker conhece sua primeira aprendiz Jedi, a adolescente Ahsoka Tano (voz de Ashley Eckstein). Sem muita paciência para lidar com a impulsiva padowa, o jovem Skywalker reluta para assumir o papel de mestre.

Star Wars - The Clone Wars      Star Wars - The Clone Wars

Enquanto Skywalker e Ahsoka tentam se entender, as Guerras Clônicas varrem a galáxia e os sistemas vão cada vez mais sendo consumidos pelo lado negro da força. Numa jogada política Mestre Yoda (voz de Tom Kane) manda Skywalker para uma arriscada missão: resgatar o filhote do criminoso Jabba (voz de Kevin Michael Richardson) e usá-lo como peça de barganha para conseguir o apoio do Hutt à República, abrindo uma rota comercial no planeta Tatooine. O problema é que o seqüestro é uma armadilha de Conde Dookan (voz de Christopher Lee) para colocar Jabba contra os Jedis. Com isso os sabres de luz terão que se cruzar antes do pequeno voltar aos braços fedorentos do pai.

The Clone Wars é um filme legal, valeu a pena ter ido ao cinema. Deu para sorrir bastante com as muitas gracinhas dos droids e do próprio Obi-Wan. Porém, confesso que do meio pro fim, a história começa a ficar repetitiva. Eu já estava rezando para terminar logo a projeção. Isso porque o filme não acrescenta nada à mitologia da série. O próprio argumento da trama é ruim: resgatar o filho de um criminoso em troca de favores? Poupe-me. Também não gostei do desenrolar dos fatos, com o grande Jabba sendo facilmente manipulado pelas mentiras de Dookan. Difícil de acreditar, mesmo sabendo que o filme se passa antes dos acontecimentos da trilogia original.

Star Wars - The Clone Wars      Star Wars - The Clone Wars

Ao final, foi bom poder vivenciar os últimos momentos de Anakin como um jovem idealista. The Clone Wars tem o objetivo de aumentar nos fãs o sentimento de compreensão pela impetuosidade e vulnerabilidade do herói-vilão. O complicado é vê-lo conviver com uma adolescente, sabendo que em "A Vingança dos Sith" o cara irá assassinar todas as crianças aprendizes de Jedi. Mas é justamente por esse dualismo de sentimentos que gosto tanto de Star Wars, um quebra-cabeça filosófico em que cada lado mostra a cor de sua força. Nota 3/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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sexta-feira, 29 de agosto de 2008 às 18:19

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Bee Movie - A História de uma Abelha: debatendo um assunto impossível de ter final feliz

Bee Movie - A História de uma AbelhaTodo mundo sonha em ser Jerry Seinfeld! Bon vivant, o comediante americano passou nove anos estrelando com sucesso o seriado "Seinfeld"(1989-1998), um dos mais populares e premiadas dos Estados Unidos. Em pouco tempo seu sitcom tornou-se um verdadeiro fenômeno mundial, permanecendo vivo até hoje. E é graças aos milhões de dólares que recebe anualmente pelos direitos de reprises de seu programa, que Jerry resolveu se "aposentar". Hoje ele passa o tempo em casa, cuidando da família.

É como João Gilberto, só quebra a reclusão por um projeto especial. No caso de Jerry Seinfeld esse projeto se chama Bee Movie - A História de uma Abelha (Bee Movie, 2007). Logo no primeiro trailer do filme, o comediante apareceu fantasiado de abelha, naquilo que seria o set de filmagem de uma das cenas. É quando surge Steven Spielberg, sugerindo que ele esqueça a fantasia de abelha e faça um filme de animação com a história. Spielberg não só deu a dica como cedeu seu estúdio (DreamWorks) para que Seinfeld pusesse em prática essa idéia.

Bee Movie - A História de uma Abelha      Bee Movie - A História de uma Abelha

Por essas e outras, Bee Movie provou desde cedo que não pretendia ser uma animação qualquer. Longe das histórias nonsense, o filme trata de temas bem práticos, tais como: a escolha das profissões, a importância do trabalho, o individualismo e a exploração animal. Logo no começo do filme somos agraciados com um belo passeio pela grande colméia. Dentro dela funciona a fábrica de mel Honex, uma perfeita linha de produção taylorista/fordista, imortalizada por Charles Chaplin em seu filme "Tempos Modernos" (1936).

A recém-formada abelha operária Barry B. Benson (voz de Jerry Seinfeld) sonha com um emprego na Honex. Cercada de mistério, ele imagina que trabalhar é algo extraordinário. Mas logo que pega no batente percebe que o buraco é mais embaixo. Cada abelha é obrigada a escolher uma dentre as dezenas de profissões chatas disponíveis. Caso você não saiba, numa colméia o trabalho é bem segmentado, havendo especialistas para cada pequeno etapa do processo de fabricação.

Mas esse tipo de trabalho burocrático não é o que Barry sonhava fazer, ele queria algo que exigisse mais de sua capacidade, uma atividade em que pudesse realizar com prazer, queria se divertir trabalhando, Barry buscava uma profissão que fosse realmente apaixonante. É quando conhece a tropa de elite da colméia, um seleto grupo de abelhas responsáveis pela perigosa tarefa de coletar pólen nas flores. Pequeno em relação aos demais, o bunda-de-ferrão se aventura fora da colméia, onde descobre um admirável mundo novo.

Bee Movie - A História de uma Abelha      Bee Movie - A História de uma Abelha

Numa de suas saídas, Barry conhece a florista Vanessa Bloome (voz de Renée Zellweger). Apaixonado, o pequeno inseto quebra a principal regra das abelhas: não falar com humanos. Logo os dois se tornam amigos, possibilitando a abelha conhecer melhor os humanos. Ele então descobre que o mel – arduamente feito pelas abelhas – é embalado e vendido em supermercados. Surpreso e indignado, Barry vai até um apiário e vê seus piores pesadelos tornarem-se reais: abelhas escravas em campos de concentração, produzindo mel para os humanos. Para corrigir essa injustiça, ele decide processar os malfeitores.

Bee Movie - A História de uma Abelha
é uma divertida animação que serve para todas as idades. Bom para as crianças, que irão adorar o visual colorido, limpo e beirando o realismo; bom para os jovens, que terão suas dúvidas jogadas e discutidas na tela; e bom para os adultos, que passarão a enxergar com mais cuidado a origem de produtos como mel, ovos, carne, leite, até chegar à sua mesa. Infelizmente este é um debate que nunca chegará a um final feliz. Nota 3/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008 às 18:28

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Batman #69 - A Nova Face do Medo: o Espantalho que gostaríamos nos filmes do Homem-Morcego

Batman #69 - A Nova Face do MedoConforme falei na resenha do último gibi do Superman, a DC Comics passa por uma profunda transformação. Com Batman não é diferente. A DC iniciará um novo arco com o melhor roteirista do momento: Grant Morrison, escocês co-autor de "Asilo Arkham" (1989), obra que revolucionou os quadrinhos em estilo e forma, mostrando um conto psicodélico em que Batman enfrenta seus maiores medos.

Nesse mês a editora fechou a maioria dos arcos de suas revistas, Batman #69 - A Nova Face do Medo (Panini, Agosto/2008) é uma caprichada edição dedicada ao Espantalho, um dos mais terríveis inimigos do Homem-Morcego. A revista nos convida a revisar nossos conceitos sobre as limitações desse vilão, até então um sujeito sem superpoderes e absolutamente dependente de seu gás do medo.

Batman #69 mostra na história "Absoluto Terror" o processo de superação dos traumas do alter ego do Espantalho: o psicólogo Jonathan Crane. Ninguém entende de medo melhor do que ele. Franzino e inseguro, cada momento de cada dia, Crane vive num estado de pavor constante. Durante toda sua vida foi assim. E ele fez desse medo objeto de sua pesquisa, tornou-se um expert no terror psicológico, o rei dos jogos mentais.

Trancafiado no Asilo Arkham, Crane prova a todos que o gás do medo é apenas uma de suas muitas ferramentas. Depois de uma espetacular fuga, ele planta espantalhos em todos os lugares da cidade, criando uma onda de loucura em Gotham. Tudo vira um grande caos, nenhum lugar é seguro. Isso obriga Batman e Robin a iniciar uma investigação, fazendo o Cavaleiro das Trevas usar todo seu talento de detetive para encontrar o inimigo.

A história é muito boa, mostrando que a maioria de nós carrega medos que surgem ainda na infância. O maior deles é o medo do escuro, ou melhor, do que pode está escondido na escuridão. Batman #69 inova ao mostrar que ataques de pânico não ocorrem somente à noite, o dia também apresenta ameaças vindas de todos os lados. Melhor do que o Espantalho só o Batman, que mais do que ninguém sabe usar o medo a seu favor. Aos fãs resta lamentar: era esse Espantalho que gostaríamos de ter visto no filme "Batman Begins" (leia a resenha).

Depois de 45 páginas de uma aula sobre o medo, Batman #69 encerra com a penúltima e a última parte de "A Morte da Mulher-Gato". As imagens são fortíssimas: os psicóticos Foice e Martelo invadem o apartamento de Selina para matar sua pequena filha Helena. A cena do grandalhão diante do cercadinho do bebê é aterrorizante. Muita adrenalina e emoção no desfecho da história. Daria um bom filme. Nota 3/5

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quarta-feira, 27 de agosto de 2008 às 19:42

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Os Bons Companheiros: triunvirato transforma a força da amizade numa poderosa ferramenta de guerra

Os Bons CompanheirosFilme de gângster parece tudo igual: um jovem "bastado social" (acabei de inventar o termo) é criado por um rei do crime. Convivendo no subúrbio e cercado por um mundo de poder e status, o pequeno delinqüente não enxerga limites para alcançar o topo da "cadeia alimentar" (o termo não é meu, mas cabe como uma luva). Já crescido, consegue atingir todos seus objetivos. No entanto, quando menos espera comete um erro, é pego, despenca de seu castelo de areia e acaba causando dor e sofrimento para sua família.

Baseado na história real de Henry Hill, relatada no livro "O Homem da Máfia" de Nicholas Pileggi, Os Bons Companheiros (Goodfellas, 1990) é um clássico do cinema. A direção de Martin Scorsese foi muito elogiada pela crítica, fazendo do filme a grande sensação do Oscar de 1991. Infelizmente só venceu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Joe Pesci). A estrela da noite foi Kevin Costner e seu western ecológico "Dança com Lobos".

Os Bons Companheiros      Os Bons Companheiros

Os Bons Companheiros é centrado em Henry Hill (Ray Liotta). O filme começa com ele ainda garoto, aprontando pelas ruas do Brooklyn, Nova York. Fascinado pelo poder dos gângsteres, Henry se torna o protegido de James Conway (Robert De Niro), um mafioso em ascensão. Já como integrante da gangue, ele conhece Tommy DeVito (Joe Pesci), sujeito que se torna seu parceiro inseparável. Juntos formam um poderoso triunvirato.

Depois de vinte anos, o trio envolve-se em golpes cada vez maiores. Neste período Henry acaba se casando e formando uma família exemplar... até conhecer uma mulher que lhe tira do sério. Louco pela amante Henry perde os rumos de sua vida. Mesmo com todos os conselhos dados pelo padrinho mafioso Paul Cicero (Paul Sorvino), Henry se envolve com o tráfico de drogas. No começo ganha muito dinheiro e eleva seu padrão de vida, mas depois cai na arapuca dos agentes federais e acompanha a derrocada de seu reino.

Os Bons Companheiros      Os Bons Companheiros

Num universo cercado por tantas mortes, Os Bons Companheiros oferece uma boa oportunidade de acompanhar todos os prazeres e luxos que o crime é capaz de proporcionar. James, Henry e Tommy: três caras que souberam usar a força da amizade como uma poderosa ferramenta de guerra. Depois de sobreviver a uma vida juntos, é icônico o triunvirato ter sido desfeito justamente quando Tommy foi alçado ao status de "Chefão" pela máfia italiana.

Mesmo tendo achado que Os Bons Companheiros se estendeu demais em seus 145 minutos, a história põe em cheque um dos principais valores de nossa sociedade: a moralidade civil. Para eles, os cidadãos corretos, que pagam seus impostos, que vivem pensando nas contas e sobrevivem com empregos de merda e salários miseráveis, já estão mortos, são otários. Um gângster simplesmente pega o que quer. E quem cruza seu caminho, seja amigo, rival ou apenas um garçom inoportuno, leva bala no peito. É o típico raciocínio que o "cidadão comum" não entende e só Os Bons Companheiros explica. Nota 3/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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terça-feira, 26 de agosto de 2008 às 17:04

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Superman #69 - A Queda de Camelot: grandes finais sombrios

Superman #69 - A Queda de Camelot (Panini, Agosto/2008) é o sensacional fechamento de importantes arcos para a DC Comics. Sites especializadas dão conta que a DC enfrenta sérios problemas de vendagem, estando há tempos comendo poeira da rival Marvel Comics. Nesse mesmo turbilhão a DC no Brasil estará nesse mês de setembro passando por uma grande transformação.

Novas revistas estão surgindo (Lanterna Verde vem aí), séries mudarão de lugar e novas aventuras estarão começando. É uma boa oportunidade para deseja um ponto de partida para começar a acompanhar a saga de grandes super-heróis. A série Superman, por exemplo, será conduzida por Kurt Busiek com duas aventuras simultâneas: "O Terceiro Kryptoniano" e "3, 2, 1... Ação!". Além da promessa de materiais especiais do Homem de Aço.

O final do arco "A Queda de Camelot" é a primeira história de Superman #69, nela o Vingador Fantasma leva Superman ao futuro, diante do inevitável: o fim da civilização. Muito bom o texto, mostrando de forma pessimista que o fim está próximo e nem mesmo o mais poderoso dos heróis pode evitar o apocalipse. Superman vê-se então diante de outro grande inimigo: Arion, numa batalha catastrófica. Futuro, passado e presente num círculo sem fim.

A história seguinte é da Supergirl, brincando com sua sexualidade e voltando para os braços do primo. A história parece um episódio de Malhação e funciona como um colírio, preparando nossos olhos para a seqüência seguinte. Prólogo, referente à espetacular "Kryptonita - Parte 6". O alienígena Bridgewater mostra ao Superman os segredos de seu passado, incluindo a morte dos pais e a viagem ao planeta Terra. Muitas descobertas que enriquecem a história de Kal-El, ou Clark, como prefere Martha Kent.

Por fim temos a conclusão da história "O Último Filho", em que Superman luta ao lado do seu maior rival, Lex Luthor, para derrotar o exército de Zod. Muitos super-heróis em ação, porém, é na conversa entre Luthor e Superman que está o melhor da revista. O careca diz que nosso herói deixou a humanidade dependente, tendo ensinado os homens a sempre contar com ele e não lutar por si mesmos.

Luthor também diz que nenhum humano gosta de ter Superman como "modelo", pois somente ele consegue saltar sobre prédios altos, correr mais rápido do que balas, fazer malabarismo com locomotivas, e isso não inspiraria ninguém a "ser melhor". É esse Superman cabisbaixo que vai lutar contra dezenas de kryptonianos. O final é triste, contando com um sacrifício inesperado e uma revelação: Superman e Louis Lane não podem ter filhos. Excelente. São 116 páginas de muitas surpresas, grandes imagens e finais sombrios.

E é justamente esse "Dark Superman" que a Warner Bros deseja para o próximo filme do Homem de Aço. Em entrevista ao The Wall Street Journal, o presidente de produção Jeff Robinov disse que: "Superman - O Retorno não funcionou como filme da forma que nós esperávamos. Não posicionou o personagem como precisávamos. Agora o plano é reintroduzir o personagem sem qualquer menção a filmes anteriores. Nós vamos tentar seguir essa linha dark no limite que cada personagem comporta". Coringa deve está se divertindo! Nota 4/5

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domingo, 24 de agosto de 2008 às 18:00

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Olimpíadas Beijing 2008: e chega ao fim um dos eventos mais antigos da humanidade

As Olimpíadas chegam ao fim, mostrando por parte da China um grande espetáculo, que iniciou com a bela cerimônia de abertura no Ninho do Pássaro e transcorreram durante vários dias com alguns problemas, varas perdidas, mas também belas vitórias e exemplos de superação.

Clive Rose/Getty Images
Adam Pretty/Getty Images

Gostaria humildemente comentar um pouco desses jogos, que alguns amam e outros odeiam, mas o certo é que é impossível ficar indiferente a eles, porém atualmente guerras não são paralisadas por conta desse evento global, a Olimpíada já não é tão importante como há 2000 anos.

Nessa altura da leitura você deve se perguntar, como alguém pode gostar de um evento em que o Brasil entra para ser mero coadjuvante? Respondo e com prazer de quem passou madrugadas após madrugadas vendo esportes não comuns em nosso país e digo, as melhores disputas foram travadas em esportes onde o Brasil não tinha representante.

Para o Brasil como para qualquer lugar do mundo é impossível ter atletas de nível olímpico em todas as modalidades, porém não justifica a imprensa nacional passar dias e dias chorando medalhas perdidas e criar a figura do atleta amarelão se não foi feito um trabalho com esses atletas há 4 anos atrás, prova disso é o vôlei feminino, que depois da lição tomada em Atenas pelas Russas, preparou-se e bem para a conquista desse ouro e nada podemos cobrar da seleção masculina que devido a graves problemas, perdeu o ouro, porém de pé e lutando.

Adam Pretty/Getty Images
Streeter Lecka/Getty Images

Então não podemos cobrar nada de ninguém? Lógico que podemos, falta investimento? Falta, falta preparação? Falta, porém falta o mais básico dos elementos, o humano e esse está muito em falta, pois eu duvido e muito que países menores e mais pobres que o Brasil invistam mais no esporte que nós.

Cheguei ao ponto em que queria, pois o esporte não deve ser encontrado num bairro, numa cidade ou num centro de treinamento isolado, o humano não deve ir atrás do esporte e sim o contrário. A culpa não pode ser atribuída a ninguém, mas a toda sociedade que dissociou a educação do esporte e acha que investir em um é diferente de investir no outro como se nas escolas não existisse a matéria de educação física obrigatória.

Agora me digam, quem ler esse texto comente. Alguém recorda como eram as aulas de educação física em seus colégios? A minha era inexistente, era um professor e uma bola que era entregue para a molecada jogar bola enquanto o "professor" dava aquele cochilo nos bancos da quadra e posso dizer que sou um brasileiro privilegiado que teve a sorte de estudar em bons colégios e vendo como era no meu, posso extrapolar como deve ser no ensino público, será que tem pelo menos a bola?

Mike Hewitt/Getty Images
Cameron Spencer/Getty Images

Portanto é muito fácil ver nossos atletas recebendo o bronze na maior felicidade e nós apontarmos o dedo em suas caras e cobrar resultados, o que demos para eles para podermos cobrar algo? Nada.

E para ser verificado, tudo realmente passa pela educação, até mesmo o esporte e como pesquisas mostram que nem bronze nós somos nesse quesito e mesmo assim estamos felizes e contentes com esse fato, não podemos esperar a transmutação de bronze em ouro.
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Taxi Driver - Motorista de Táxi: mesmo chato, o clássico de Martin Scorsese merece respeito

Taxi Driver - Motorista de TáxiPalma de Ouro no Festival de Cannes, Taxi Driver - Motorista de Táxi (Taxi Driver, 1976) é considerado por muitos o maior filme de Martin Scorsese. Eu sinceramente não gostei. Achei a história muito lenta, sem atratividade e chata de assistir. Só aproveitei parte do texto, principalmente o final, quando o protagonista "surta" e a história recebe uma injeção de ânimo. Uma das poucas coisas legais foi assistir Jodie Foster, com apenas 12 anos, fazendo uma prostituta.

O filme se passa numa suja e fedorenta Nova York. Travis Bickle (Robert De Niro), um atormentado jovem ex-fuzileiro da Guerra do Vietnã, é um solitário no meio da grande metrópole. Para espantar a insônia, Travis arruma um emprego de taxista. Assim que começa a trabalhar como motorista do turno da madrugada, cresce sua revolta contra a miséria, o vício, a violência e a prostituição impregnada na cidade. E pelo banco traseiro do táxi que as histórias vão se sucedendo.

Primeiro se apaixona por Betsy (Cybill Sheperd), secretária do comitê de campanha do candidato a presidente Charles Palantine (Leonard Harris). No primeiro encontro com a gata o maluco a leva ao cinema, na sessão de filmes pornô! Tosco demais irmão. Nem meu primo Ariston, no auge de sua puberdade, teria uma idéia tão genial. Rejeitado, começa a tramar um plano para assassinar o candidato a presidente.

Taxi Driver - Motorista de Táxi      Taxi Driver - Motorista de Táxi

Ainda no táxi, Travis conhece a Iris (Jodie Foster), escrava sexual do cafetão Sport (Harvey Keitel). Em seus poucos momentos de altruísmo, o taxista tenta ajudar a menina a voltar para a casa de seus pais e à escola. Armado até os dentes, o cara raspa o cabelo em estilo moicano e coloca o plano em ação. A seqüência é bem legal, tiros a queima roupa e muito sangue. Mesmo não tendo gostado do filme, Taxi Driver - Motorista de Táxi sempre terá meu respeito como "contribuição histórica", mas é só. Nota 2/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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sábado, 23 de agosto de 2008 às 00:09

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O Escorpião Rei 2 - A Saga de Um Guerreiro: faltou grana para fazer um filme de verdade

O Escorpião Rei 2 - A Saga de Um Guerreiro (The Scorpion King 2: Rise of a Warrior, 2008) é o terceiro filme em que o personagem Mathayus aparece. Os anteriores foram "O Retorno da Múmia" (2001) e "O Escorpião Rei" (2002), em ambos com o codinome Escorpião Rei. Só que dessa vez o ator Dwayne Johnson (também conhecido por The Rock) deu lugar ao desconhecido Michael Copon.

A aventura é dirigida por Russell Mulcahy (Resident Evil 3: A Extinção, leia a resenha) e conta com roteiro de Stephen Sommers, o mesmo cara que escreveu os dois primeiros filmes da trilogia "A Múmia". O Escorpião Rei 2 funciona como um prelúdio do filme anterior, mas confesso que nem lembro como era a história. É provável até que eu tenha assistido na Tela Quente, mas não estou ligando nome à pessoa.

Não que eu tenha alguma coisa contra "O Escorpião Rei", pelo contrário, gosto de histórias sobre arqueologia, pirâmides, múmias, mitos. Além do mais, o primeiro filme foi um sucesso de bilheteria, tendo rendido mais de 160 milhões de dólares em todo o mundo. Mas dessa vez eu acho que os caras da Universal Pictures não gostaram muito do trabalho, tanto que A Saga de Um Guerreiro foi lançado direto em DVD.

O Escorpião Rei 2 - A Saga de Um Guerreiro      

O começo do filme mostra o "pequeno esporpião" Mathayus vendo seu pai ser assassinado pelo vilão Sargon, interpretado por Randy Couture, que nas horas vagas é lutador de vale-tudo do Ultimate Fighting Championship. Sedento por vingança o garoto passa seis anos treinando na Ordem dos Escorpiões Negros para se tornar um grande guerreiro e matar Sargon.

O problema é que Sargon tem poderes demoníacos e somente uma espada mágica pode destruir o sujeito. Detalhe: o artefato está no inferno, sob os cuidados da pervertida e insaciável Astarte, deusa do amor e da guerra. Depois de uma longa jornada e um encontro com um Minotauro, ele consegue roubar a espada. Mathayus e sua equipe retornam para matar Sargon e reconquistar o reino.

A história é muito bizarra, logo no começo dá para notar que se trata de um filme de baixo orçamento. O pai do protagonista parece um cachaceiro de um buteco da Paissandu. Os produtores não quiseram investir em atores e muito menos em efeitos especiais. No duelo mais aguardado do filme, faltou grana para fazer um escorpião digital, então resolveram inventar que o tal escorpião gigante era invisível! Hilário.

O Escorpião Rei 2 - A Saga de Um Guerreiro      

O pior é que O Escorpião Rei 2 - A Saga de Um Guerreiro descaradamente tenta imitar o filme "300" (leia a resenha), com lutas sangrentas na penumbra, briga de crianças guerreiras, sangue sendo jorrado em slow motion. O estilo das lutas é igualzinho, uma porrada em câmera lenta seguida de uma seqüencia acelerada. Mas o resultado ficou mais parecido com o Hércules do SBT, com direito à Xena e tudo mais. Um fiasco. Mas vale a pena assistir para dá boas risadas. Nota 2/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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sexta-feira, 22 de agosto de 2008 às 06:00

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Viper DLP HD: o super projetor da Planar

É consenso o consumidor brasileiro sonhar com aquele televisor LCD de várias polegadas, Full HD, na sua sala de estar ou no quarto para assistir filmes ou um futebol em transmissão digital (quando essa decolar, lógico).

Viper DLP HD

É fato que tanto a tecnologia do LCD (o termo correto é TFT) quanto a do Plasma e a do Projetor são antigas e estão se tornando popular nesse período e apesar de muitas pessoas defenderem o LCD, saiba que todas essas tecnologias são excelentes dependendo somente do ambiente onde elas serão empregadas.

A Planar está com um modelo de projetor, o Viper DLP HD Projector, que me surpreendeu por suas características técnicas e pelo design, mostrando que os projetores são concorrentes aos televisores dessa geração para o emprego em home theather, porém friso sempre, o detalhe está em projetar o ambiente para ele o que o torna proibitivo para muitos.

Esse projetor tem resolução de 1280x720, não é uma resolução surpreendente, porém está dentro de limites aceitáveis, possui contraste de 10000:1 o que é um índice bastante respeitável e 2000 lumens o que mostra que o ambiente para a visualização perfeita deve está com pouca luz.

Ele possui saída serial RS-232 e HDMI e internamente possui três chips DLP (Digital Light Processing, ou Processamento digital da luz), o que possibilita projeção de tela de 110'' e processamento de vídeo dual de 10-bit independente e processamento adaptativo de movimento, tudo isso para conseguir reproduzir vários formatos de imagens (1080p, 1080p-24, 1080i, 720p, 576p e 480p).

O produto da Planar surpreende pelo fato de ser um projetor, tecnologia que muitos acreditam que morreu ou terá como nicho as salas de aula, com muita qualidade técnica e tecnológica, com um ótimo design e com o valor de US$15.495 esse aparelho mostra que o foco são as pessoas de alto poder aquisitivo que farão um belo ambiente onde pousará essa jóia negra da alta tecnologia em imagem.
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quinta-feira, 21 de agosto de 2008 às 07:29

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Marvel Millennium #79 - Homem-Aranha: reunião de super-heróis sempre acaba em confusão

Marvel Millennium #79 - Homem-AranhaA primeira história da revista Marvel Millennium #79 - Homem-Aranha (Panini, Julho/2008) é a conclusão de Paladinos da Noite. E já começa de maneira sensacional. As duas primeiras páginas contendo a execução do Cavaleiro da Lua valem a revista. O papo dos capangas é bem divertido: "Chegou tua hora doido. É o primeiro super-herói que apago. Não é nenhum Capitão América, mesmo assim vai dar a maior reputação zerar esse otário". Blam!

A partir daí os heróis discutem o que fazer com o traidor que o Rei do Crime infiltrou entre eles. O que o saco de banha não esperava era a aparição do Demolidor, seqüestrando a filha dele e a ameaçando-a de morte. Homem-Aranha aparece e acaba se intrometendo na confusão. Resultado: mais uma chance pro Rei. O que só serviu para aumentar o ódio em ambos os lados.

Na segunda história da Marvel Millennium #79, um viajante no tempo chamado Bishop tenta remontar os X-Men. Já recrutou Tempestade, Pyro e Cristal. A história começa quando vão atrás do Wolverine. Muito legal o balaço a queima roupa que ele levou na cara. Mas ainda a reação do animal. No outro lado, membros da Frente de Libertação Mutante preparam uma série de rebeliões contra os humanos.

A terceira história mostra o primeiro encontro entre O Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. Esse cara é um enigma indecifrável, sempre chegando e saindo com pouquíssimas palavras que ninguém entende. É uma história bem visual. Pena que o desenho não seja suficiente para suprir a falta de um texto de qualidade. O Quarteto Fantástico tem um tipo de humor muito infantil, sem conteúdo.

A derradeira história mostra a continuação do Confronto Supremo. Um terrível monstro engole a Casa Branca e distribui suas raízes por toda a cidade. Nem a participação do Homem-Aranha, Capitão América e Homem de Ferro salvam a história. Marvel Millennium #79 é fraca, não consegue fisgar o leitor por textos ou desenhos. Nota 1/5
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008 às 16:12

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Ressaca de Amor: a comédia romântica masculina sabor nerd com pimenta

Ressaca de AmorRessaca de Amor (Forgetting Sarah Marshall, 2008) é uma comédia dos mesmos caras que fizeram "O Virgem de 40 Anos", "Ligeiramente Grávidos" e "Superbad - É Hoje!". O estilo é o mesmo: humor-nerd com pimenta. O filme é cheio dessas referências aos super-heróis, à tecnologia, ao estilo inteligente e desleixado, uma espécie de sacanagem sem pudor, falando de sexo e drogas sem qualquer cerimônia.

Logo no começo o protagonista Peter Bretter (Jason Segel) aparece em nú frontal, chorando abraçado com sua ex-namorada Sarah Marshall (Kristen Bell, a loiraça do seriado Heroes). Ele entra em depressão, não aceitando o fim do namoro com a estrela de TV. Para tentar esquecer a tristeza, decide tirar umas férias no Havaí. Mas quando chega ao hotel, descobre que a ex também está hospedada no lugar. Pior do que isso: ela levou junto o novo namorado, o bizarro roqueiro Aldous Snow (Russell Brand).

Cada personagem é muito bem construído. Peter é um cara boa praça, o namorado que toda mulher sonha em ter. Mas ele é louco de pedra, vive numa espécie de adolescência prolongada. Um belo desenho dos jovens-adultos de hoje. Sarah é demais, ela se entrega à personagem, sem qualquer pudor. Aldous é hilário, um cantor brega hedonista que põe cinismo e ironia sempre que está em cena.

Ressaca de Amor      Ressaca de Amor

O filme conta ainda com outros personagens interessantes, sempre descarregando piadinhas cheias de segundas intenções. Ressaca de Amor é uma comédia romântica masculina que não tem tanta graça quando gostaríamos, porém se destaca pelo inteligente desenrolar da história, sem pieguice. É um filme que entretém, mas não diverte. No final somos surpreendidos pelo sensacional musical de ventríloquos do Drácula, muito legal. Nota 3/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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