terça-feira, 30 de setembro de 2008 às 09:42

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Neuromancer: o clássico cyberpunk que criou o universo Matrix

Nota 3/5
Neuromancer
Eu sempre fui um cara apaixonado por filmes. Fico horas assistindo todo tipo de história. Ficção científica, animação, aventura, romance, comédia. Por essa atração natural ao cinema acabo deixando livros, quadrinhos, discos e outras mídias em segundo plano. Por que o cinema é tão legal? Talvez pela sedutora inércia oferecida. Em duas horas de projeção, mundos são construídos, mazelas são denunciadas, amores tornam-se possíveis, grandes utopias nascem, crescem e morrem (a trilogia perfeita!) e você lá, sentado.

O esforço para gostar de um filme é mínimo. Essa é a regra. Geralmente os campeões de bilheteria são excelentes entretenimentos, mas nada agregam de valor. Porém, existem pouquíssimos filmes que todo mundo gosta, mesmo sem entender muita coisa. "Matrix" (1999), dos irmãos Wachowski, é meu exemplo predileto. Quando o filme foi lançado eu era só um moleque. Achei o máximo os caras vestidos de preto, mandando bala em slow motion, explosões de helicópteros, muita tecnologia, frases de efeito, nerds no poder. O segundo filme abusou mais ainda, continuou misturando religião, política e, claro, muita adrenalina. Novo sucesso.

O terceiro e último filme da seqüencia exagerou na dose ideológica, tornando o filme surreal e chato. Ninguém entendeu a guerra entre homens e máquinas, resultando: um tremendo fracasso. Mais do que isso, os fãs taxaram as partes 2 (Matrix Reloaded) e 3 (Matrix Revolutions) como verdadeiros equívocos, manchas na história do filme original. Okay, confesso, fui por muito tempo um desses fãs. Falava mal porque não entendia a verdade subliminar da "Matrix". Vivia num mundo de sonhos.

Mas lá se vão quase 10 anos. Nesse período comecei a estudar a história. Um de meus melhores aliados nessa aventura foi livro "Matrix - Bem-Vindo ao Deserto do Real" (2003), uma coletânea de artigos organizada por William Irwin. Nele fiquei sabendo toda a base mitológica por trás do filme. Passeando por "Alice no País das Maravilhas" de Lewis Carroll (leia a resenha), "1984" de George Orwell (leia a resenha), além de Jesus Cristo, Buda e todas as grandes alegorias filosóficas como "A Caverna de Platão" e "O Oráculos dos Delfos".

Neuromancer (Editora Aleph, 2003), romance de William Gibson, é uma das influências mais importantes nesse seara. Publicado originalmente em 1984, o livro transformou-se no grande clássico da literatura cyberpunk - até então inédito subgênero da ficção científica. Tratado como "uma versão adulta" da Trilogia Matrix, são tantas semelhanças que alguns dizem que o filme dos irmãos Wachowski plagiou Neuromancer, outros defendem que o longa fez apenas uma homenagem ao livro.

A história é sobre Case é um cowboy cyberespacial, uma espécie de super-hacker do futuro. Com seu sistema nervoso contaminado por uma toxina, ele vaga pelos subúrbios de Tóquio cometendo pequenos crimes. No ameaçador submundo das operações obscuras de transferência de dados e da genética ilegal, Case está a ponto de ser destruído pelas dívidas e pelas drogas, quando é contatado por Molly, uma sedutora mulher samurai das ruas. Molly o leva ao misterioso Armitage, um ex-oficial das Forças Especiais, que oferece a cura de Case em troca da participação em uma missão: hackear um poderoso mainframe.

Garanto para você que é impossível lê o livro sem pensar em "Matrix" o tempo inteiro. Molly veste uma roupa de couro preto colada ao corpo e usa óculos espelhados, igualzinho à indumentária da heroína Trinity. A diferença é que no filme Neo gasta um tempão apaixonando-se por Trinity até levá-la à cama. No livro, Case e Molly rapidinho já fazem sexo, sem amor, só por diversão mesmo. Outra semelhança: os capangas gêmeos albinos de Merovingian (Matrix Reloaded) são iguaiszinhos aos capangas "quase idênticos" de Wage (bandido que Case deve uma grana). O próprio verbete que nomeia o filme é citado inúmeras vezes no livro.

Lembra como é fácil aprender habilidades em "Matrix"? Basta o operador apertar um botão e voalá. Em Neuromancer é a mesmíssima coisa, só que eles usam um chip chamado microsoft. Falando nisso, Neuromancer mostra os "desplugados" rastafáris Maelcum e Aerol, que são parecidos com os "desplugados" rastafáris Tank e Dozer de "Matrix". Sabem onde aqueles filhos de Jah vivem? Zion, uma estação orbital rebelde. Quer mais? Os zionitas adoram música Dub, descrito como um sensual mosaico sonoro mixando uma enorme quantidade de pop digitalizado. Lembrou da festinha promovida por Morpheus?

Case em uma das passagens do livro chega a dizer que enxerga as feições transformadas em um código, como ideogramas japoneses enfileirados. Até balinha de gengibre um dos personagens de Neuromancer oferece a Case. A mesma técnica de aproximação foi usada no filme, quando o Oráculo conversa com Neo. O livro também mostra armas de pulso eletromagnético, idêntica tecnologia da nave Nabucodonosor, de "Matrix". Parecido mesmo é o crescimento intelectual de Case/Neo, sempre amparado pela força protetora de Molly/Trinity.

Ambos os heróis alcançam o ápice de sua capacidade no duelo em pé de igualdade com a Inteligência Artificial, descrita como uma mandala fragmentada de informação visual. Igual à cena em que Neo invade a cidade das máquinas em "Matrix Revolutions". Achei bem interessante a forma como o autor William Gibson inventou o futuro de várias corporações, como a união da Mitsubishi com a Genentech (empresa americana de pesquisa genética), e até da máfia japonesa Yakuza, que no futuro imaginado em Neuromancer, cresceu e absorveu as máfias italiana e russa.

Neuromancer é uma história que já começa pela capa, mostrando uma garota pálida (drogada), com o olho branco. Segundo a sabedoria oriental, o estado de stress ou depressão que faz com que o branco do olho de uma pessoa também apareça abaixo da íris e não só dos lados. É considerado prenúncio de problemas, doenças ou tragédias. Por definição, Neuromancer é a passagem para a terra dos mortos. Nada mais apropriado, então, para uma história que fala de fantasmas, drogas, realidade, ilusão, amor e tecnologia.

E polêmicas à parte, Neuromancer é uma fantástica aventura hacker, que, apesar de muito difícil de ser lido, funciona como um grande vídeo-game. É uma espécie de jogo de aventura num mundo de sonhos, só que ao invés de dormir, basta plugar o cérebro. William Gibson conseguiu reproduzir com precisão dezenas de ambientes complexos num intricado labirinto de realidade virtual. Um futuro possível, um futuro provável. Evidentemente nosso cérebro teria que dá um gigantesco saldo de processamento. Não é fácil viver num mundo em que realidade e ilusão caminham juntas, confundem-se e nos pastoreiam.
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domingo, 28 de setembro de 2008 às 11:26

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Por que usar o Mac Os?

Depois do lançamento do Vista pela Microsoft, eu estou ponderando quais as vantagens de permanecer ligado ao sistema operacional da empresa, tendo outros que podem me satisfazer completamente.

Apesar de ser usuário não muito assíduo do Linux (apenas o utilizo numa máquina virtual) não irei citá-lo porque motivos pessoais me levam a ter uma idéia que ele ainda não está pronto para o meio doméstico – podem atirar as pedras –, enquanto ele reina muito bem no meio coorporativo e servidores, por ser praticamente vírus free e ter uma boa segurança, mesmo não existindo sistemas invioláveis.

Sobra então o sistema da Microsoft e o sistema da Apple, mas enquanto a série de Windows pode ser instalado em qualquer PC da família IBM, o sistema da Apple só pode ser instalado em computadores dessa empresa, excluindo lógico as inúmeras gambiarras que surgiram depois que a Apple passou a utilizar processadores Intel.

Vamos então supor uma situação hipotética, uma pessoa leiga, que nunca usou um computador na vida e que adquirir esse novo eletrodoméstico e ela se depara com 2 possibilidades, adquirir um computador da Dell ou da Apple, pois essa pessoa é muito exigente em relação a marca e só que o melhor.

Na Dell ela se depara com o Inspiron Desktop 530, como ela leu muitas revistas da área ela sabe bem as nomenclaturas das peças, ela ver que o processador do Dell é um core 2 duo 2.4Ghz, 4GB de RAM, um disco Sata de 250GB, monitor de 19 wide e placa de vídeo ATI Radeon X1300 Pro de 256MB, ou seja, um computador que rodará tudo muito bem, independente ser ele tiver foco jogos ou apenas aplicativos de escritório, custanto R$ 3.700

Sua próxima parada é para conhecer o Imac Mb324ll/a da Apple, primeiramente ela não pode deixar de reparar no design, marca primordial da empresa e que sempre agrega algo a mais, depois ela repara que ficará difícil por ambas a empresas em pé de igualdade, visto que é impossível nivelar as configurações de hardware de ambas, mas ela irá tentar.

No Imac o processador é um core 2 duo de 2.66 GHZ, 2GB de RAM, HD Sata de 320GB, monitor de 20 e placa de vídeo ATI Radeon HD 2600 pro de 256MB e custa R$ 3.999.

Pelo visto são dois produtos que possui qualidades em hardware evidente, mas pela diferença de preço e hardware a pessoa fica em dúvida, pois Imac sendo mais caro traz hardware mais potente, mas o Inspiron mesmo sendo mais barato não fica muito atrás, por trazer um pacote de softwares considerado.

Novamente iremos pousar a análise sobre o sistema operacional e uma possível atualização, o Inspiron vem com o Windows Vista Home Premium SP1 e o Imac com o Mac Os X Leopard (10.5), o custo da atualização desse modelo do Vista em lojas on-line custa R$399, enquanto o software do Imac custa R$ 269, porém algo é diferente no mundo da maçã, essa pessoa nota que o pacote família para até 5 usuários custa R$ 399, ou seja, o preço de 1 licença da Microsoft a pessoa pode comprar uma licença para 5 computadores da Apple.

Logo para o usuário, não é uma desvantagem usar o sistema da Apple e mesmo sabendo que a pessoa pode ganhar descontos na compra de mais licenças do Windows junto a Microsoft, não justifica o fato das lojas on-line não possuírem um pacote família para Windows, pois o cliente tem que ter acessos a facilidades, pois na hora que a empresa dificulta um pouco o cliente migra para outra solução.
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008 às 19:00

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Within Temptation - Black Symphony: o melhor do metal sinfônico ao vivo

Within Temptation - Black SymphonyWithin Temptation é uma banda holandesa que não é muito conhecida no Brasil, acabou de lançar seu novo álbum o Black Symphony gravado de um show ao vivo na Holanda e com um apoio da Metropole Orquestra.

Misturar rock com um acompanhamento de orquestra não é algo que poderíamos chamar de a novidade do século, muitas bandas famosas já beberam dessa fonte, porém no caso de Within Temptation é um pouco diferente porque a vertente musical da banda casa perfeitamente com o tipo de som de uma orquestra, criando um clima bucólico típico do som gótico da banda.

A banda está na estrada desde 1996 e, portanto é uma banda que já conquistou seu lugar ao sol com excelentes CDs e sigles, além desse não ser o primeiro show lançado em DVD, há também o Silente Force e o Mother Earth tour, porém esse tem uma abordagem mais trabalhada, devido também a experiência adquirida nesses vários anos de formação.

Within Temptation - Black Symphony      Within Temptation - Black Symphony

Vamos ao DVD, que no primeiro disco tem o show que ocorreu em Ahoy, Roterdam – o foco do projeto – contém um total de 21 músicas, dentre elas as conhecidas Mother Earth e Ice Queen, entre tantas outra que marcaram a vida da banda em vários outros álbuns como a minha preferida Stand My Ground do algum Silent Force.

No DVD 2 encontramos outro show gravado na Holanda, porém com apenas 11 músicas, 4 videoclipes e alguns extras. Para quem gosta da banda esse Box com 2 dvds é algo que não pode faltar na coleção e para quem não conhece a banda vale a pena enveredar por esse som pesado e ao mesmo tempo melódico, que remete a um passado medieval.

Independente do rótulo ou vertente que essa banda segue, vale a pena conhecê-los e apreciar esse grande evento, meu DVD já está encomendado e o seu? Nota 5/5

Veja um clip clicando no botão play da imagem abaixo.

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terça-feira, 23 de setembro de 2008 às 18:41

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Wario Land ensinando a fazer propaganda com linguagem web 2.0

A internet por ser um meio de comunicação bem novo, quando comparada aos demais, vemos que fazer boas propagandas nela ainda é bem precário.

As propagandas geralmente são os detestáveis banners, vídeos ou sons nas páginas ou links patrocinados do AdSense. O leitor não gosta das propagandas feitas nesse meio, diferente da televisão que existe a meio século e onde é comum vermos em rodas o comentário de determinada propaganda que fez algum sucesso pela forma com que foi trabalhada.

Minha surpresa foi encontrar uma propaganda na internet que conseguiu reter minha atenção devido à criatividade empregada – não contarei para ficar na surpresa o funcionamento – na divulgação de um jogo de vídeo game da plataforma Wii, da Nintendo.

Antes de iniciar uma breve explicação, você conhece o Mário? Apesar dessa pergunta ser bastante capciosa é relevante que a pessoa conheça as aventuras desse bombeiro e seu irmão Luigi para salvar a Princesa Peach, sucesso absoluto da Nintendo.

Sabendo que existe o Mário, a propaganda é sobre o primo dele e seu inimigo Wário, não muito famoso que apareceu pela primeira vez em 1992 no game boy e de lá até 2008 já foi lançados vários jogos, o que mostra que ele também é um personagem que foi bem recebido.

Sem mais enrrolação clique no link e veja a propaganda de Wario Land: Shake It!.
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domingo, 21 de setembro de 2008 às 10:00

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60Frames: site com vídeos inteligentes para concorrer com o YouTube

A internet evolui a cada dia e não é de hoje que a moda de vídeos por stream pipocam em todos os cantos da rede, depois do sucesso do YouTube o que não falta mais na rede são sites de vídeos com as mais variadas propostas.

O 60Frames não deixa de ser mais um site de vídeo, porém ele não é voltado a população geral e não segue a máxima da web 2.0, onde a pessoa é a consumidora e também produtora de material, nesse aspecto o internauta é apenas um expectador, porém pode a se tornar um produtor seguindo regras que estão expostas no site, pois eles ajudam as pessoas a mostrarem seus trabalhos na internet, mas eles fazem uma filtragem do que entrará no portal.

O grande diferencial do site é que os vídeos são produzidos por profissionais, artistas – alguns que até aparecem em produções hollywoodianas – e com um bom roteiro, pois devido a serem vídeos curtos o roteiro é a alma de todo o empreendimento, pois a história tem que ser contada num tempo curto.

A grande vantagem do site é que os vídeos que ele oferece também estão hospedados no YouTbe, pois os servidores deles são lentos. Isso que eu chamo de compromisso com o conteúdo, pois como todo início de vídeo imprime a marca 60Frames a pessoa acaba indo ao site a procura de mais material, o que gera tráfego.

Falando a respeito de alguns vídeos, meus preferidos são as séries: Black Version e Things You Can't Do. Em Black Version é montanda uma cena de algum filme famoso, onde só aparecem personagens brancos e eles imaginam a mesma cena composta por negros, com toda a sátira e rótulos que os negros americanos carregam.

Já em Things You Can't Do apresenta em todo vídeo um tema diferente de algo que a pessoa não deve fazer, tipo coisas que você não deve fazer durante o dia. Se você entende inglês sem legendas essa é minha dica de site, será divertimento garantido.

Confira um episódio clicando no botão play da imagem abaixo.

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sábado, 20 de setembro de 2008 às 15:00

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Speed Racer: anime que virou filme dos irmãos Wachowski

Speed RacerVivemos em uma década um pouco fraca em criatividade, pois desenho animado, jogo de videogame ou herói de revista em quadrinho virar filme é regra e não mais exceção. Mesmo tendo que concordar que essa transposição às vezes é muito bem feita e bem sucedida como foi o caso do "Homem de Ferro" (leia a resenha), porém em Speed Racer (Speed Racer, 2008) o filme decepciona um pouco mesmo não sendo um filme ruim por completo, eu o coloco em filmes da sessão da tarde.

Speed Racer conta a história da família Racer, que tem seu patriarca, Pops Racer, um construtor de carros e aficionado por corridas automobilísticas e seu filho mais velho Rex Racer que desde jovem mostrou uma grande habilidade atrás do volante, no decorrer da trama Rex sofre um acidente e morre e seu irmão mais novo Speed Racer passa a competir, quando fica mais velho. Ele é ajudado por Trixie, sua namorada, dando instruções pelo helicóptero. Nessa etapa da trama aparecem outros personagens seu irmão de 7 anos, Gorducho com seu macaco Zequinha e o mecânico e amigo para toda hora Sparky.

O filme tem o mérito de ser fiel ao anime, seja nas cores, nos efeitos especiais e gráficos, além das linhas de ação, algo comum no universo de mangá ou anime, nisso os fãs tem que agradecer aos irmãos Wachowski, que foram os diretores e produtores do filme.

Speed Racer      Speed Racer

Mesmo tendo algumas qualidades visuais a história contada no filme não empolga, pois adaptar um anime japonês para o cinema não é uma tarefa fácil e torna-se ainda mais complicado quando pretende manter uma atmosfera original, porém mudar algo geraria reclamações das legiões de fãs dessa série da década de 60, ou seja, os diretores quando empreenderam o desafio de fazer esse filme estavam mesmo entre a cruz e a espada. Espero que um dia o anime Evangelion vire filme e que eles sejam os diretores, com Bruce Willis no elenco.

Outro ponto a se destacar foi a não divulgação dos custos de produção do filme, especula-se que girou na casa dos 100 milhões de dólares, porém a bilheteria nos Estados Unidos foi de 18,6 milhões, enquanto Homem de Ferro arrecadou mais de 100 milhões. Speed Racer é um filme razoável, bom para assistir com a família numa tarde de domingo e que mostra a capacidade dos diretores em não descaracterizar o material ao qual eles transpõem para a telona.Nota 2/5

Confira o trailer legendado clicando no botão play da imagem abaixo.

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sexta-feira, 19 de setembro de 2008 às 21:55

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A robótica inicia seus passos domésticos

A robótica é um fator importantíssimo em qualquer filme de ficção científica, pois se o robô não for a causa do problema ele estará lá ajudando o homem em diversos serviços militares.

A utilização de robôs não é algo novo na sociedade moderna, pois devemos a eles o mérito de nas indústrias liberarem o homem de trabalhos repetitivos e perigosos e com isso conseguir mais rapidez e redução de custos, como seria a indústria automobilística sem eles?

A novidade é que os robôs estão chegando agora para o seio da família, timidamente é verdade. Porém grandes fabricantes estão apostando nesse filão que por enquanto é forte no Japão, onde eles possuem robôs como animais domésticos e babás, por isso a Sony foi uma precursora lançando o Aibo, um cachorro robótico, mas atualmente no Japão existem várias outras empresas que vendem robôs domésticos para os mais variados fins.

Os robôs estão popularizando também no ocidente, porém não na linha de animal de estimação, porque nossos pensamentos são diferentes dos orientais, nossos robôs são exclusivamente para ajudar no trabalho doméstico como limpeza ou vigilância.

Existem em centros de pesquisas robôs ocidentais para o tratamento de doentes e para o monitoramento de idosos, devido a um fato que ocorreu na França, onde numa onda de calor uma grande quantidade de idosos morreram por falta de hidratação e como a mão de obra em países desenvolvidos é extremamente cara, um robô enfermeiro sairia mais barato do que o contrato de uma enfermeira convencional.

Nesse cenário dos robôs se aproximando do ambiente doméstico, sempre gera a aflição do aumento do número de desempregados e o desaparecimento de funções, porém observando a história do homem, muitos cargos e funções desde a idade média sumiram e tantos outros foram criados, por isso sou bastante otimista em relação ao uso de robôs nos serviços domésticos e se um dia inventarem a Rosie (doméstica dos Jetsons), eu serei o primeiro da fila para adquiri-la.
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008 às 18:02

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O Caçador de Pipas: mesmo sem drama, um filme com o prazeroso gostinho das cores e sons afegãos

O Caçador de PipasO Caçador de Pipas (The Kite Runner, 2007), filme baseado no famoso livro de Khaled Hosseini (leia a resenha), conta a história de escritor afegão Amir (Zekeria Ebrahimi). Ele e sua esposa Soraya (Atossa Leoni) vivem uma vida confortável nos Estados Unidos. Porém, um telefonema de um velho amigo de seu pai, Rahim Kahn (Shaun Toub), muda para sempre a vida do casal.

Amir embarca para o Paquistão e encontra Rahim muito doente. O velho dá a notícia que Hassan (Ahmad Khan Mahmidzada) foi assassinado pelo Talibã. Quando crianças, Amir e Hassan eram grandes amigos. Porém, após um torneio de pipas, Amir viu Hassan sendo estuprado por uma gangue de pivetes e nada fez. Fato que ficou em segredo por 20 anos e perturbou para sempre a vida de todos.

Rahim também revela que Hassan era o filho bastardo de seu pai. E como último desejo antes de morrer, o velho muçulmano pede que Amir faça uma viagem à Cabul, trazendo de volta Sohrab (Ali Danish Bakhtyari), filho de seu (agora) meio-irmão Hassan. Mesmo achando o pedido uma loucura, Amir encara seus medos e vai ao encontro do passado. Acaba encontrando uma Cabul devastada pela invasão soviética.

O Caçador de Pipas      O Caçador de Pipas

Para piorar, o pequeno Sohrab foi capturado, sendo escravo sexual dos guerrilheiros do Talibã. O pacífico Amir enfrenta os inimigos e tenta resgatar o menino através de argumentos e bom senso. Depois de apanhar muito, finalmente Amir consegue fugir com o garoto. Os dois então embarcam para os Estados Unidos e juntos tentarão encontrar a felicidade em família.

Bem, eu achei o filme uma boa adpatação do livro. Para quem leu a obra de Khaled Hosseini, ficará o gostinho prazeroso de vê a história ganhando cores e sons. Para quem não leu, O Caçador de Pipas é um filme absurdamente sem graça, provavelmente agradará a maioria. Acho que o cinema tirou toda a dramaticidade do livro ao deixar a história bem mais leve. Talvez, uma simples narração ao fundo melhorasse a situação, principalmente a abordagem sobre Deus e a religião.

O Caçador de Pipas      O Caçador de Pipas

Bom mesmo só o campeonato de pipas. A câmera passeando bem no meio delas, com o céu azul ao fundo, a correria das crianças, tudo mergulhado numa bela trilha sonora. Sem dúvida a cena mais empolgante do filme. Fora isso, a história perdeu muito da ambientação inicial. No livro, mesmo com Amir fazendo coisas erradas, entendemos um pouco do lado dele, pois o pai nunca lhe dava a atenção e o carinho necessários. É como se no livro o vilão fosse o pai e no filme Amir, o pimentinha.

Claro que algumas partes foram cortadas, outras simplesmente modificadas, servindo para melhorar, principalmente, a dinâmica final da história. No livro, mesmo depois de salvar seu meio-sobrinho das garras do Talibã, ele ainda fica semanas internado em um hospital. Depois ainda sofre com a burocracia diplomática das Nações Unidas para adotar a criança. Por fim, é surpreendido com uma tentativa de suicídio feita pelo pequeno sobrinho. O filme não fala nada disso. Três minutos depois de saírem de Cabul já estão nos EUA. Lamentável para quem gosta de cinema. Nota 2/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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Onde Está Osama bin Laden?: a pergunta de milhões de dólares se transforma em documentário

Onde Está Osama bin Laden? (Where in the World is Osama bin Laden?, 2008) é o novo documentário de Morgan Spurlock, o mesmo diretor de "Super Size Me: A Dieta do Palhaço" (2004).

Não sou do tipo que gosta de assistir documentários, mas esse me pegou pelo título. Ao assisti-lo pensei que iria ver algo engraçado, ledo engano. O filme inicia uma linha cômica devido à trama de um pai querendo proteger seu filho, que ainda está em gestação, dos perigos do mundo de seu apartamento e sua cidade. Depois extrapola que o mundo com a ameaça terrorista não será muito seguro no futuro.

A idéia é mostrar um homem viajando pela Ásia atrás do fugitivo mais procurado do mundo. Isso lhe lembrou algum filme? Parabéns, a indústria de Hollywood tem toneladas de filmes com essa mesma seqüência de eventos. Morgan Spurlock inicia o planejamento da viagem preparando-se para sobreviver num ambiente hostil para qualquer norte-americano.

      

No documentário – que não deve ter saído barato – ele viajou pelo Egito, Marrocos, Israel, Palestina, Afeganistão e Arábia Saudita. Deixando uma mulher grávida em casa, o que a meu ver o transforma no homem mais corajoso do mundo. Saiu de uma zona de guerra para outra, no lado oriental do mundo (eu sei essa piada foi de péssimo gosto).

Durante a preparação da viagem tudo é muito engraçado. Onde Está Osama bin Laden? tem um desenvolvimento de deboche, mas ele vai além. Ao chegar às cidades onde ele gravou, somos inundados por imagens fortes, até mesmo para nós brasileiros, acostumados com nossas mazelas sociais. Somos também introduzidos à postura política americana para controlar os ditadores que governaram aquela região do mundo. Uma grande máxima da história é "estudar o passado para entender o presente e imaginar como será o futuro", seria então impossível desvincular o Oriente da histórica política externa americana?

      

E para suavizar um pouco todas as imagens fortes de pobreza, destruição e intolerância somos apresentados ao povo, que por obrigação vivem no meio da guerra. Apesar de tudo, eles tem esperanças que seus problemas sejam resolvidos e sabem que a religião é apenas o pretexto utilizado para o conflito. A maioria das pessoas querem paz, porém suas vozes ainda não ecoam, mas será que um dia ecoará?

É impossível assistir Onde Está Osama bin Laden? e não borbulhar perguntas em nossas mentes ou ficar extremamente pessimista. O diretor definitivamente souber impor um ritmo e uma linguagem própria. Não saberei fazer um paralelo com seu outro documentário do cineasta, porque não o assisti, mas deixo aberto nos comentários.Nota 3/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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domingo, 14 de setembro de 2008 às 13:09

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O Caçador de Pipas: uma jornada redentora em um Afeganistão pouco conhecido

Com mais de oito milhões de cópias vendidas em todo o mundo, O Caçador de Pipas (Editora Nova Fronteira, 2005) é a maior revelação literária dos últimos anos. Feito ainda mais significativo porque esse é o primeiro romance escrito pelo afegão Khaled Hosseini. O livro promove uma série de discussões a respeito de questões históricas e culturais do Afeganistão da década de 1970, passando pela queda da monarquia, a invasão soviética, a emigração de refugiados para o Paquistão, o regime do Talibã até chegar ao bombardeio americano pós 11 de Setembro.

Mas O Caçador de Pipas é, em suma, um livro de memórias. Nele conhecemos a história de Amir, um garoto rico de Cabul, no Afeganistão, que é atormentado pela culpa de ter traído seu melhor amigo, Hassan, filho do empregado do seu pai. De pequeno a adulto, o egoísta e covarde Amir usa todas as artimanhas imorais para conseguir atenção exclusiva de seu pai, não medindo limites para alcançar sua obsessão. Porém, para o leitor brasileiro é um pouco difícil entender a fundo esse ciúme. Tratar empregados como membros da família, é algo bem comum, diria até típico, principalmente na cultura nordestina.

Mesmo assim, é impressionante a força eterna da culpa, da resignação, do passado. O passado é eterno. O romance nos mostra que pequenas decisões podem ocasionar grandes tragédias. A felicidade não está em conseguir tudo que queremos, o mais importante na vida é o preço que pagaremos por cada decisão. Parece auto-ajuda, mas vem embrulhado de uma maneira tão sutil que você nem vai perceber. Do meio da história para frente, O Caçador de Pipas se apresenta como um livro de redenção. Depois de anos sem conseguir dormir pelo peso da culpa que carregava, Amir ganha uma nova chance de "reescrever o passado".

É então que o drama passa por uma série de acontecimentos indescritíveis. O que parecia uma curta jornada em busca do perdão se torna uma triste epopéia de grandes tragédias. Um mundo de medo, terror e selvageria. A lógica Talibã! Pena que o escritor tenha pouco explorado as conseqüências do bombardeio americano, talvez para evitar polêmicas e vender mais livros. Ao fim, não ficamos sabendo nem mesmo se Amir conseguiu encontrar a tal redenção. Um tanto decepcionante para alguém que teve coragem de superar suas fraquezas e encarar o passado, coisa que pouca gente faria.

O Caçador de Pipas é um bom livro. No entanto, apostaria toda a grana que tenho no bolso que ele não teria tido sucesso sem a Guerra do Afeganistão. É como o próprio Amir fala em um trecho do livro: "é estranho vê os telejornais falando das cidades que passei minha infância". Só mesmo uma guerra para levar o Afeganistão para o centro das discussões mundiais. Até porque, para o leigo, imaginar um Afeganistão sem guerra, em que as crianças soltavam pipas e viviam felizes, é quase impossível. Nota 3/5

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P.S. Eu Te Amo: exercício filosófico para quem pensa saber amar

P.S. Eu Te AmoBaseado em livro da escritora irlandesa Cecelia Ahern, P.S. Eu Te Amo (P.S. I Love You, 2007) é um drama romântico diferente. Quando li a sinopse do filme, achei que fosse algo próximo de "Ghost - Do Outro Lado da Vida" (1990). A história mostra as conseqüências sentimentais na vida Holly Kennedy (Hilary Swank), após a precoce morte do marido Gerry (Gerard Butler), um irlandês por quem é completamente apaixonada.

O fator que diferencia P.S. Eu Te Amo dos outros romances melódicos é o fato do marido, mesmo morto, ajudar a esposa a superar a depressão, encontrar um novo amor, alcançar seus sonhos e seguir a vida adiante. Para tanto o defunto não precisa usar nenhuma de suas recém adquiridas habilidades espirituais, basta um pouco de criatividade e muito senso de humor.

Pouco antes de morrer, Gerry enviou uma série de cartas para a esposa. As cartas foram chegando aos poucos, em cada uma delas instruções. Holly deveria seguir à risca todas as etapas. A mãe de Holly (Kathy Bates) e as amigas Sharon (Gina Gershom) e Denise (Lisa Kundrow), estão preocupadas porque as cartas a mantém presa ao passado. No meio desse dilema, um curioso processo de desligamento do marido morto. Sem dúvida uma idéia criativa, mórbida, mas criativa.

P.S. Eu Te Amo      P.S. Eu Te Amo

Mesmo não gostando desse tipo de filme sentimentalóide, P.S. Eu Te Amo é extremamente interessante. O romance brinca com os clichês e acaba enganando o espectador. A história parece que vai sendo reescrita, em que tudo pode acontecer com os personagens. Isso é muito bom. O filme também serve como grande lição para aqueles que tratam seus companheiros como objetos de veneração. Um exercício filosófico para quem pensa saber amar. Nota 2/5

Confira o trailer legendado clicando no botão play da imagem abaixo.

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sábado, 13 de setembro de 2008 às 14:20

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Homem de Ferro: a aventura tecnológica que dá início a uma nova geração de super-heróis no cinema

Homem de FerroHomem de Ferro (Iron Man, 2008) juntou-se a Homem-Aranha, Batman e Hulk, no seleto grupo das HQs que realmente deram certo no cinema. O super-herói da Marvel Comics, criado por Stan Lee em 1963, é o alter ego do gênio da engenharia de automação, Anthony Edward "Tony" Stark (Robert Downey Jr.). Herdeiro de uma grande fortuna, usou seu talento e senso de oportunidade para criar uma das maiores companhias armamentistas dos EUA, fornecendo equipamento bélico para o exército americano (e inimigos).

Mas como tudo na história do Homem de Ferro, esse mote também sofreu uma atualização. Nos quadrinhos o personagem Tony Stark torna-se o Homem de Ferro durante a Guerra do Vietnã. No filme esta situação foi atualizada para a Guerra do Afeganistão. O filme começa justamente com o personagem sendo seqüestrado por guerrilheiros. Sensacional a imagem do playboy cercado, bem no estilo dos vídeos macabros de decapitação da Al-Qaeda. Corajoso para um blockbuster.

Homem de Ferro      Homem de Ferro

A história então dá um mega flashback, apresentando o universo do personagem. Festas, prêmios, fama, mulheres, carros, dinheiro e nenhum senso altruísta, o espectador logo cria uma antipatia ao sujeito. Interessante a forma que Tony Stark lida com sua genialidade: isolamento e insanidade. A diferença em relação aos outros gênios da humanidade é que o Homem de Ferro não perde o prazer pelas boas coisas da vida, adora ser uma celebridade e não faz a menor questão de esconder seu alter ego.

Homem de Ferro sempre foi um projeto interessante. Num mundo cada vez mais dominado por máquinas, esse é o momento certo para entregar a segurança global nas mãos de um héroi tecnológico. E graças ao poder da computação gráfica, visualmente o filme não decepciona. A armadura é perfeita! Homem de Ferro em ação é espantoso. Pena que foram poucas cenas dele voando. A seqüência em que nosso herói é perseguido por dois caças americanos deve ficar na história.

Homem de Ferro      Homem de Ferro

Junto com o poder da tecnologia, Homem de Ferro também tem um elenco bem afinado. Além do bad-boy Robert Downey Jr., alguns personagens chamam atenção. Destaque para a linda Gwyneth Paltrow, interpretando a secretária multifuncional Virgina "Pepper" Potts; o talentoso Terrence Howard como o tenente-coronel James "Jim" Rhodes; e o veterano Jeff Bridges, no papel do vilão Obadiah Stane, o Monge de Ferro. Curiosidade: assista ao filme até os últimos segundos, lá no finalzinho, depois dos créditos, aparece o personagem Nick Fury (Samuel L. Jackson), superespião e agente de elite da S.H.I.E.L.D., considerado um dos personagens mais influentes do Universo Marvel.

De AC/DC a Black Sabbath, Homem de Ferro vem banhado numa trilha sonora com o melhor do metal moderno, inaugurando uma nova geração de super-heróis no cinema. Tony Stark cumpre a profecia e assume o papel de líder dos super-heróis, trabalhando para organizar Os Poderosos Vingadores, que na formação original dos quadrinhos tinha: Hulk, Thor, o Homem-Formiga, a Vespa, além de seu grande amigo, o Capitão América. Já dá para perceber que não faltarão malucos fantasiados nessas próximas décadas. Nota 4/5

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No Vale das Sombras: um desesperado grito de socorro dos EUA para o mundo

No Vale das SombrasNo Vale das Sombras (In the Valley of Elah, 2007) é o filme mais forte do ano passado. Político, tenso e brutal, a história é um golpe no coração do exército americano. Esse é mais um trabalho excepcional do cineasta Paul Haggis, responsável por "Menina de Ouro" (2004) e "Crash - No Limite" (2004), ambos vencedores da estatueta de Melhor Filme do Oscar. O título original é uma referência a um trecho da Bíblia. Elah foi o local onde Davi encontrou Golias.

E como o pequeno Davi frente ao gigante Golias, a detetive Emily Sanders (Charlize Theron) ajuda Hank Deerfield (Tommy Lee Jones) a descobrir o paradeiro de seu filho Mike Deerfield (Jonathan Tucker), um soldado que tinha acabado de retornar do Iraque. À medida que as investigações avançam, o caso de desaparecimento torna-se uma suspeita de assassinato, o que faz com que Emily tenha que enfrentar o alto escalão militar.

As descobertas do filme nos levam a uma inevitável desesperança. É interessante notar que aos poucos os valores americanos vão sendo todos jogados no lixo. No final dos 124 minutos, a conclusão que cheguei é que No Vale das Sombras funciona como um desesperado grito de socorro dos EUA para o mundo. É incrível como o contexto dessa tragédia consegue te sensibilizar, pois tudo ali é triste. Sem dúvida um dos melhores roteiros de 2007, merecia ser levado muito a sério.

No Vale das Sombras      No Vale das Sombras

A dupla Tommy Lee Jones e Charlize Theron está muito bem, tendo o ator inclusive recebido uma indicação ao Oscar, porém, acho que o tema se sobressai às atuações. No Vale das Sombras é a prova que nunca deixaremos de nos surpreender com o exército. Os caras parecem viver num mundo diferente do nosso. A forma numérica como as pessoas são tratadas simboliza o desprezo pela vida, pela família, pelo indivíduo.

No Vale das Sombras é um exemplo do poder que o cinema tem de colocar um tema em debate, mexer com a ferida, apontar um problema, assumir a culpa sem apontar culpados. É um filme que vai ficar guardado no meu inconsciente por muito tempo, principalmente a extraordinária cena final. Engraçado como 20 segundos de um filme podem fazer tanta diferença. É uma das imagens mais fortes que já vi. Nota 4/5

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sexta-feira, 12 de setembro de 2008 às 20:00

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Sony vs. Apple: uma análise desses grandes notebooks

Nesse post, farei algo que poderá ser considerado por muitos como uma heresia, irei fazer um "review" sobre um notebook da Apple, o MacBook MB403LL/A e um da Sony, o Vaio VGN-SZ760N/C.

Apple MacBook MB403LL/A
Sony Vaio VGN-SZ760N/C

Escolhi essas marcas por terem um símbolo de status agregado a elas, Sistemas Operacionais diferentes e hardware semelhante, portanto quero saber até onde o Sistema Operacional influencia no valor, no fim farei uma análise crítica desses aparelhos.

Primeiramente irei falar da Apple, uma empresa que no Brasil tem uma atuação bastante tímida em termos de desktop e notebook, mas é reconhecida como uma empresa que faz produtos de qualidade, devido ao sucesso do iPod. O MacBook MB403LL/A trás uma configuração boa para esse ano de 2008, equipado com um processador Core 2 Duo de 2.4GHz (geralmente no mercado encontramos muito processador com apenas 2Ghz, logo esse está acima da média), 2GB de RAM (tamanho na média para esse ano), 160GB de HD (para muitas pessoas esse espaço pode ser pequeno, tudo depende do uso).

Esse MacBook possui ainda porta de rede Gigabit Ethernet, WiFi 802.11n (tecnologia MIMO), Bluetooth 2.0, porta FireWire 400 (porta da Apple que concorre com a USB), 2 USB 2.0 (o que acho pouco), monitor de 13.3 e Sistema Operacional Mac OS X Leopard, porém um detalhe é que o notebook não vem com Fax Modem, ou seja, a Apple não quer ver seus usuários em internet discada.

Com essas configurações o notebook da Apple atinge um bom balanceamento de dispositivos, usando o padrão de WiFi 802.11n e o Core 2 Duo de 2.4GHz e custando nos Estados Unidos US$1278,98, não pode-se dizer que não é um preço justo a pagar por todo um equipamento que traz além de um Sistema Operacional próprio um design muito limpo.

Sobre o Mac OS X, é um Sistema Operacional que levando em conta o mundo, não tem uma participação muito grande, porém quem o usa não deixa de elogiar, fica sempre a pergunta: ou o sistema é realmente muito bom ou é o efeito do campo de distorção de Steve Jobs. Mas uma coisa é certa para a pessoa usar um MacBook, terá que sair um pouco do mundo Windows, pois apesar da suíte Office está presente no mundo da maçã, algum programa que a pessoa está acostumada a usar no dia a dia terá que ser trocada por similares, o que pode em alguns casos pode ser bom e em outros pode ser ruim.

A Sony é uma empresa que tem uma maior penetração no Brasil e no mundo, mas isso é devido a ela trabalhar com uma gama maior de produtos eletro-eletrônicos e esses produtos tem uma qualidade reconhecida por todos, mesmo não concordando com alguns posicionamentos dessa empresa, seus produtos são de qualidade o que a deixa em pé de igualdade para ter seus notebooks comparadas a Apple.

O Vaio VGN-SZ760N/C não foi escolhido por acaso, ele também tem o processador Core 2 Duo de 2.4 GHz, 2GB de RAM,2 portas USB 2.0,1 FireWire, WiFi 802.11n,Bluetooth, Gigabit Ethernet e um monitor de 13.3. As semelhanças acabam nessas características, pois o Vaio vem com 250 GB de HD, Fax modem, leitor de cartão de memória e uma placa de vídeo Nvidia 8400M (nesse aspecto devidos aos problemas relatados pela Nvidia nesse chip, a Sony não tem culpa de usar esse, que seria o melhor chip gráfico para notebooks).

Nesse Vaio o Sistema Operacional é o Vista Business, não o Vista Home ou Home Premium que geralmente vem com a maioria dos notebooks, sinalizando que esse modelo é para empresários e pessoas que precisam de mobilidade, pois a bateria desse modelo no site informa uma duração de 6hs, contra 4,5hs do MacBook, porém o peso do Vaio é de 20 pounds contra 8.65 pounds do MacBook e no fim o Vaio custa nos Estados Unidos US$1549,99.

O Vaio por ser US$270 mais caro que o MacBook e ter algumas peças diferentes e de melhor qualidade como deveria ser o chip gráfico, fica difícil saber onde a licença do Sistema Operacional influencia no preço final, pois como essas empresas compram em quantidade é lógico que o valor da licença é baixo, porém a Sony poderia usar a licença do Vista Ultimate que traria um benefício duplo a seus cliente, primeiro seria ter o Vista mais completo, e mesmo que o cliente não goste do Vista Ultimate, nessa versão a Microsoft dá o direito de um "downgrade" para o Windows XP sem cobrança, atualmente não sei se com o fim da comercialização do XP isso ainda é válido.

O que posso dizer para fechar esse post, feliz da pessoa que pode ficar em dúvida entre esses dois aparelhos, que muda muito pouco em termo de hardware e no fim a escolha cairá mesmo no Sistema Operacional.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008 às 14:49

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Rock Band: mutilaram o jogo, mas a diversão permaneceu

Nintendo Wii - Rock BandDepois do review sobre lego Indiana Jones, falarei da minha nova e mais difícil aquisição para o Nintendo Wii, o game Rock Band. Como já disse em outro post, o Rock Band vem com um kit de instrumentos, uma bateria, uma guitarra/baixo e um microfonte e o DVD tem 63 músicas para a pessoa com o suor de sua jogatina ir ganhando quando cumprir cada ACT.

Na versão para o Wii foram cortadas algumas coisas como a possibilidade de compra de músicas, o que realmente não foi uma boa decisão por parte da Harmonix, pois sua concorrente a EA Games já disse que o "Guitar Hero: World Tour", que basicamente é uma cópia aprimorada de Rock Band, terá em todas as plataformas as mesmas funções, o que é uma notícia muito boa, porém escolhi Rock Band por haver várias músicas que eu gosto e pela história da empresa Harmonix.

Em Rock Band para o Wii o jogador escolhe o modo Band Tour e entra no ACT I, onde terá uma lista de músicas que ele deverá tocar toda, lembrando que caso ele erre muitas notas e o público começar a vaiar o show, o jogador será expulso do palco, logo o objetivo é manter o público contente e terminar a música mesmo não conseguindo 100% de acerto.

Outra boa pedida é a possibilidade de jogar com os amigos, no Wii também foi cortado o multiplayer on-line, pois entrando no multiplayer pode-se jogar com até 4 pessoas ao mesmo tempo e cada pessoa pode escolher independentemente o nível que executará a música, o que é muito bom por que pessoas com todos os níveis de habilidade no jogo podem se divertir juntas.

Rock Band
Rock Band

No Rock Band do Wii, para compensar o que foi retirado do jogo (que na verdade é o jogo do PS2 levado para o Wii), a bateria é branca para combinar com o console e dizem ser mais resistente e menos barulhenta. Resistente ela até está sendo, porém o barulho é grande e tive que improvisar um abafador com um pano espumado comprado no Mercado Velho de Teresina (há muito tempo não ia naqueles lados da cidade).

No quesito preço não foi barato, porém é um investimento que realmente diverte a pessoa e todos os amigos. Depois de aprender os instrumentos o desafio passa a ser fazer a maior pontuação possível nas músicas e as partidas de Rock Band rola toda semana aqui em casa, qualquer dia os vizinhos irão reclamar, enquanto isso nós vamos levando uma Rock Jam no último volume.Nota 5/5

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quarta-feira, 10 de setembro de 2008 às 08:00

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El Último Justo: suspense mexicano baseado em história bíblica

El Último JustoO universo existe graças à permissão de Deus e a existência de 36 homens justos, essa é a trama central do filme mexicano El Último Justo (El Último Justo, 2007), lançado no Sitges Film Festival e em Fevereiro de 2008 na Europa.

O filme inicia com uma seqüência de assassinatos onde o espectador fica sem entender direito o que passa, pois tudo é muito frenético, utilizando a linguagem do videoclipe tipo "Cidade de Deus", porém os eventos ocorridos são importantes para a trama, pois mostra o ritual de assassinato desses homens justos por uma seita que os perseguem, pois eles acreditam que com o fim desses homens, Deus destruirá o universo e no lugar, surgirá um universo melhor e mais puro.

Uma figura importante é o chefe da seita Anciano (Frederico Luppi), que pelas suas vestimentas e seu discurso me lembrou o Arquiteto de "Matrix Revolutions", que usa de muitos funcionários e um sistema informatizado para encontrar os escolhidos através de trechos da bíblia em hebraico, já que letras e números nesse idioma têm semelhanças.

E protegendo os homens justos e também o universo, existe uma seita religiosa formada por padres que carregam consigo um símbolo de uma estrela de múltiplas pontas e nesse contexto aparece o que será o último dos justos Teo (Diego Martín), pois seu protetor aparece o defendendo contra um discípulo da seita que vai de encontro a ele para matá-lo, porém ambos morrem e Teo escuta como últimas palavras de seu protetor a ordem de fugir e se esconder.

El Último Justo      El Último Justo

Depois de todos os acontecimentos presentes nesse início de filme acontece um dos maiores clichês dos filmes, que é a vítima chamar a polícia e ficar sobre o microscópio como principal suspeito, mas isso é para que Teo vá a procura da verdade e encontre por acaso com Miryam (Ana Claudia Talancón), onde na busca da verdade ele encontrará muitos desafios, fugirá de seus algozes, porém esqueceu que não devia confiar em ninguém e para saber o fim da história só assistindo o filme.

El Último Justo por ser mexicano tem uma linguagem diferente de contar os fatos do cinema hollywoodiano e comentando com uma amiga a respeito dessa trama ela me informou que essa história foi baseada na Bíblia na parte em que fala de Sodoma e Gomorra, onde Deus manda um anjo a essas cidades para encontrar 36 justos e se ele não conseguir as cidades seriam destruídas. O anjo foi, porém só encontrou um justo, então tomou a decisão de avisar a ele para sair da cidade e chegou a Deus e disse que não encontrou nenhum justo e as cidades foram destruídas.Nota 3/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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