The House of the Dead é uma franquia que nasceu para ser jogada em fliperamas, junto com Virtual Cop, Area 51 e tantos outros que tinham máquinas preparadas com periféricos em formas de pistolas para o estilo "shot on rails" (tradução literal: tiro sobre trilhos), onde o jogador apenas controla a mira de uma arma e a câmera se movimenta pelo cenário de acordo com o andamento do jogo.Essa franquia esteve presente também nos consoles e computadores, mas nunca fizeram sucesso nessas plataformas. Com a popularização dos vídeos games e a queda da procura por jogos em fliperamas, o estilo estava na UTI. No mercado de jogos é comum que certos estilos de jogos deixem de funcionar, principalmente pela queda das vendas. É a lei de mercado na sua forma mais básica.
Com a entrada de mercado do Nintendo Wii e seus controles com sensores de movimentos e sensores de luz, a Sega viu a chance de reviver sua antiga franquia The House of the Dead. Em 11 de março de 2008 ela lançou os episódios 2 e 3 para o vídeo game da Nintendo, provavelmente para um teste de aceitação da franquia que vendeu na casa dos 900 mil DVDs.


A trama do jogo é uma caçada a um vilão chamado Papa Ceasar, que está fabricando mutantes e espalhando pelo mundo. Cabe então aos policiais Agente G e Isaac Washington (o policial negro mais clichê da história dos games) iniciarem a perseguição a esse criminoso. Mas antes eles se defrontam com hordas de mutantes que se interpõem no caminho. A missão do jogador é matá-los um a um. Além de salvar civis nesse meio tempo. É um jogo cheio de boas surpresas, indicado para quem tem estômago forte, gosta de muita violência e doses de humor negro. The House of the Dead - Overkill: uma trama digna de José Mojica Marins, o Zé do Caixão.

Veja o vídeo promocional:
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