"A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente chegar aos 18". Embora não conste em sua lista oficial de citações, a frase é atribuída a Mark Twain, um dos mais famosos romancistas americanos do século XIX. Fascinado pela ciência e tecnologia, Twain acabou inspirando outro gênio literário: Francis Scott Fitzgerald. Contrariando a tradição humanista da literatura mundial, Fitzgerald retratou em sua obra todo o glamour e a efervescência cultural da nobreza norte-americana da década de 1920. Exímio escritor de histórias curtas, Fitzgerald escreveu o conto "O Curioso Caso de Benjamin Button" (1922), lançado no Brasil através do livro "6 Contos da Era do Jazz".Quase um século depois, O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, 2008) chega aos cinemas. Sob a direção de David Fincher - famoso pelos thrillers viscerais "Se7en" (1995) e "Clube da Luta" (1999) - o conto de Fitzgerald ganhou uma embalagem moderna e estilosa. Uma minuciosa crítica social vanguardista disfarçada de epopéia romântica. Mergulhado nos dissabores de uma América pós-Grande Guerra, conhecemos Benjamin Button (Brad Pitt), um bebê nascido sob circunstâncias incomuns. Sua aparência é de uma pessoa em torno dos 80 anos. Rejeitado por todos, Benjamin vai morar num asilo.


Até que ponto você levaria um romance desses adiante? Como seria para uma mulher acordar ao lado de um homem cada dia mais jovem? E os filhos? Aceitariam um pai-irmão? O tempo, sempre tão cruel com casais apaixonados, é o personagem principal dessa trama. O "tempo" é dono da cena mais emblemática do filme. Durante a inauguração de um novo relógio na estação de metrô da cidade, um fato chama atenção dos presentes: o ponteiro gira ao contrário. "Eu queria que o tempo fosse contado para traz. Talvez assim eu pudesse reescrever a história. Meu filho nunca teria sido convocado para guerra. Hoje ele estaria aqui, ao meu lado.", discursa o amargurado relojoeiro. A presença de Theodore Roosevelt dá o tom de metáfora política ao evento. Uma belíssima crítica ao mau uso da vida.


Com 5 indicações ao Globo de Ouro, 11 ao BAFTA e 13 ao Oscar - incluindo a de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Brad Pitt) e Melhor Roteiro Adaptado - O Curioso Caso de Benjamin Button tem tudo para sair campeão da noite do tapete vermelho. Porém, confesso que quase dormi durante o filme. Além de muito longa, a história é lenta e pouco objetiva. Faltou coragem e ousadia para usar uma edição mais difusa. Os caras devem ter achado que a dinâmica ao avesso já era loucura suficiente. De qualquer forma, o filme é uma bela demonstração da beleza efêmera da vida. Se eu pudesse dar um conselho em relação ao futuro, diria: Usem filtro solar.

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Dois irmãos. Quase da mesma idade. Ambos criados na favela. Crescem brincando juntos. Um torna-se ajudante de telemarketing. O outro: matador profissional. Como explicar que dois garotos absolutamente iguais se transformem em pessoas tão diferentes? Até que ponto o ambiente forja o caráter? Nós já nascemos pré-determinados para o bem ou para o mal? Lembro que me fiz todas essas perguntas durante as cinco vezes que fui ao cinema assistir "Cidade de Deus" em 2002. Para nós brasileiros, foi difícil aceitar Buscapé e Dadinho nos despindo ao mundo. Nus, chegamos ao Oscar. Infelizmente tinha um "O Senhor dos Anéis" pelo caminho.




De tanto ouvir falar sobre a inteligência estilística do cineasta Woody Allen, sempre tive curiosidade de assistir alguns de seus filmes. A comédia romântica 




No livro
Will Smith foi o ator mais lucrativo de 2008. Essa foi a conclusão da Pesquisa Quigley, levantamento realizado anualmente desde 1932 com os compradores de filmes e proprietários de salas de cinema dos EUA. Não há dúvida que os sucessos de "Hancock" (







Ao surgir na década de 90, 

Depois de se lançar como escritor com "O Xangô de Baker Street", Jô Soares encontra-se atualmente na sua terceira obra com 




















































