domingo, 29 de novembro de 2009 às 06:00

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New Super Mario Bros. Wii: a volta do herói às origens

New Super Mario Bros WiiOs encanadores mais famosos de todos os tempos estão de volta com uma nova aventura que agradará toda a velha guarda gamer: New Super Mario Bros. Wii (Nintendo, 2009), pois esse jogo é basicamente uma releitura de todos os elementos presentes em todos os jogos anteriores.

Como é de praxe, a história gira em torno do rapto da Princesa Peach, que desde 1985, data de lançamento do primeiro jogo no Japão e Estados Unidos, vem sendo raptada e cabe a Mario, Luigi e dois toads salvá-la. Porém, nessa aventura existe um diferencial de todos os personagens jogarem ao mesmo tempo e não em turnos como no passado.

O fato do multiplayer local não ser em turnos foi o único rompimento com o passado, pois todos os elementos do jogo remetem ao passado da franquia, sendo praticamente uma ode a todas as aventuras do encanador. Foi revivido os castelos e suas bandeiras nos finais das fases, os oitos mundos que tínhamos no Super Mario 3, o yoshi que teve sua estréia em Super Mario World, são tantas as referências que haja parágrafos para descrevê-las, mas o melhor é que o jogo se desenvolve como antigamente, da horizontal, mesmo tendo gráficos 3D, o posicionamento de câmera é 2D, o que vai fazer muito antigo jogador que não se acostumou com a transição do Mario para o 3D, vir a jogar esse.

O modo de jogo nesse novo Mario é com o wii-remote em posição horizontal, com apenas a necessidade de se apertar os botões 1 e 2 para as ações, como no velho controlo do NES, porém foi adicionado algumas funções usando o sensor de movimento, na hora de pegar objetos e fazer um pulo girando (herdado do Super Mario World), mas não aprovei esse uso porque as vezes no calor do momento a pessoa é levada a fazer um movimento brusco e acionar um pulo numa hora e liquidar com o pobre Mario, ou seja, o jogador deverá policiar bem os movimentos que fará durante o jogo.

New Super Mario Bros Wii

É possível jogar com amigos e estes podem entrar mesmo com o modo história já tenha sido iniciado, bastando que ao começar o jogo se defina o número de jogadores que como dito anteriormente, pode ser no máximo 4. Com todos os jogadores no mapa a jogabilidade fica um pouco confusa, pois os personagens interagem entre si e pode ocorrer algumas colisões e mortes acidentais, mas nada que algumas horas de treino não resolvam, porém como jogador das antigas aventuras desse italiano, esse modo ainda não me atraiu. Além do modo história com amigos é possível jogar uma batalha por moedas chamadas de “Coin Battle” ou o modo “Free Play” onde os jogadores podem escolher um estágio qualquer do jogo para ser concluído sem muito compromisso.

Como toda franquia consagrada é difícil errar a mão, porém quando essa franquia traz a tona características que a consagrou é praticamente impossível errar, por isso New Super Mario Bros. Wii não é um jogo que traz alguma novidade ou inovação, ele apenas faz o básico, para alegria de seus antigos fãs. Nota 5/5

Assista ao trailer:

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009 às 15:00

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Nokia N810: uma solução para web móvel

Para falar do N810 devemos falar antes do Symbian, um consórcio de empresas formadas pela Nokia, Siemens, Samsung, Ericsson, Sony Ericsson e Panasonic em 1998, porém em 2008 teve a totalidade das ações adquiridas pela Nokia, por isso é comum associar o nome Symbian a marca Nokia, mas existem outras empresas que também vendem celulares rodando o Symbian.

O grande problema desse sistema é a dificuldade de desenvolvimento para ele e a mudança de paradigma que os celulares passaram de 1998 para os dias atuais, que de simples aparelhos para fazer ligações, hoje já convergem neles todas as funções de um computador e o sistema mesmo sendo modular teve que sofrer vários ajustes que no final penalizaram o usuário que apenas gostaria de ter um sistema com uma usabilidade mais amigável.

A Nokia vendo que o mercado de smartphone está crescendo e concorrentes de peso como Apple (iPhone) e Google (Android) estão entrando e disputando o mesmo nicho, resolveu desenvolver um novo sistema para seus aparelhos, pensando na convergência, melhor usabilidade tanto on-line quanto off-line e facilidade de desenvolvimento.

Com o nome de Maemo a Nokia começou o desenvolvimento da que seria a nova plataforma para seus celulares "highend", baseado no Debian, uma distribuição Linux, ou seja, o sistema da Nokia tem o código aberto, pois devido à licença que o Debian reside a GPL, tudo derivado dele deve ser livre e com código podendo ser visto por qualquer pessoa. Pode parecer estranho uma empresa trabalhar com um sistema onde ela não tem sigilo sobre ele, porém ela ganha na quantidade e qualidade de programas lançados para a plataforma, pois para o usuário, a camada de abstração que chamamos de Sistema Operacional não importa muito, o que vale para ele são os programas que ele usa.

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Depois de todo esse texto chegamos finalmente ao tablet da Nokia, que entrou no mercado com o N770 em Novembro de 2005 e atualmente encontra-se no modelo N810 e N810 WiMax, rodando o Maemo 4.1 Diablo. Esses aparelhos possuem um processador ARM de 400Mhz e 128MB de RAM,monitor de 4.3 pol touch screen, Wifi, Bluetooth, GPS, 2GB de memória interna, slot de cartão de memória miniSD com capacidade até 8GB SDHC e teclado físico (para os modelos superior ao N810).

Para ser um celular completo só falta o chip de celular, que foi adicionado no N900 e ganhou também uma nova versão do sistema operacional, o Maemo5, porém esse não pode ser instalado nos antigos tablets da Nokia, mas custando mais que U$600 é um aparelho ainda muito distante da realidade de muitos, enquanto o N810 no Brasil pode ser encontrado a R$699 ou mais barato em algumas promoções.

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Mas qual seria a vantagem desse aparelho? Cada pessoa pode ter necessidades específicas, quem é da área tecnológica e gosta de programar pode comprar o aparelho para aprender a desenvolver para plataforma e num futuro vender programas, já que a Nokia criou a Ovi Store, um tipo de Apple Store. Quem precisa ficar conectado e não gosta de carregar um notebook ou um netbook devido ao peso pode comprar um N810 e junto de um celular 3G ter acesso a internet ou até mesmo a intranet da empresa através de uma VPN, agora para os que gostam de viajar e gostaram da possibilidade de ter um GPS pequeno e de fácil transporte, o GPS é a parte mais fraca do aparelho, primeiro porque o chip demora muito para sincronizar com os satélites, esse tempo depende do ambiente onde a pessoa se encontra. O programa usado no aparelho quando sincroniza os satélites é muito bom, a pessoa tem a possibilidade de criar uma rota pesquisando pelo endereço, ver se tem algum ponto de interesse nas proximidades, ser guiado por voz e escolher o trajeto mais rápido ou mais curto, porém depois de passado o período de teste de 7 dias o programa deve ser comprado, ou pagando uma licença por mês, por ano ou por três anos, meu conselho para quem quiser usar os mapas é pegar na internet programas de mapas gratuitos como o Maemo Mapper e adquirir um GPS Bluetooth que tenha o chip SiRF Star III, porém as opções gratuitas são inferiores ao programa Wayfinder que vem no aparelho, seria interessante se outras empresas tipo a Garmin lançassem produtos para o aparelho.

O N810 é um bom aparelho, com um sistema muito simples de usar e com uma ótima integração com a web, com seu núcleo o Linux vários programas estão migrando para a plataforma, por isso dificilmente um usuário ficará sem um determinado tipo de programa e com a chegada do Maemo5 e do N900, quem ganha é o usuário que tem outro bom sistema para escolher. Só o tempo dirá se a Nokia fez certo ao abandonar o Symbian e decretar sua morte para 2012.

Video Promocional:

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sábado, 7 de novembro de 2009 às 01:13

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O Exterminador do Futuro - A Salvação: a guerra pós-apocalíptica perdeu a essência

O Exterminador do Futuro - A SalvaçãoOutro dia fiz uma viagem no tempo. Voltei 25 anos para assistir "O Exterminador do Futuro" (1984), a história que até hoje mexe com nosso imaginário. As máquinas dominarão o planeta? A raça humana está condenada à extinção? Haverá um Juízo Final? O filme nos apresentou uma esperança: John Connor, o messias que comandaria uma aliança rebelde capaz de destruir as máquinas e retomar o controle da Terra.

Pois bem, o futuro chegou! O Exterminador do Futuro - A Salvação (Terminator Salvation, 2009) nos leva ao ano de 2018. John Connor (Christian Bale) está crescido. Ele é o líder da resistência humana ao domínio das máquinas. Todas as profecias da sua mãe estavam certas. A Skynet agora é o Big Brother. Ela mantém um exército de Exterminadores que percorre o planeta em busca dos últimos vestígios de vida humana.

O Exterminador do Futuro - A Salvação O Exterminador do Futuro - A Salvação

No meio dessa guerra surge Marcus Wright (Sam Worthington), um misterioso personagem que entra na história e rouba toda a atenção. O Exterminador do Futuro - A Salvação gira em torno da dúvida: Ele é homem ou máquina? O que de certa forma nos leva a outra discussão bem mais profunda: O que torna alguém humano? É carne? É osso? Ou seria um conjunto de valores éticos e morais? Alguns dizem que isso não basta, somente o sentimento seria capaz de humanizar. O filme acaba se tornando piegas.

Por tudo isso, achei A Salvação um filme chato. Foge muito à trilogia precedente. Fiquei um pouco decepcionado. Esperava assistir algo mais divertido, empolgante. Faltou ação, adrenalina, confrontos com as máquinas. O começo até que diverte, mas não foi suficiente para saciar a sede depois de tantos anos de expectativa. Sequer nos foi explicado a lógica de funcionamento da guerra nesse futuro pós-apocalíptico. O que realmente estava em jogo entre homens e máquinas? É poder? É terror? É o quê?

O Exterminador do Futuro - A Salvação O Exterminador do Futuro - A Salvação

Evidente que O Exterminador do Futuro vai muito além daqueles minutinhos de projeção. A história nos obriga a entrar em diversos universos paralelos. Partindo do visual sujo de "Mad Max" (1979), passando pelo clássico sucesso "You Could Be Mine" dos Guns n’ Roses, até chegar em Philip K. Dick, autor do livro "Do Androids Dream of Electric Sheep". O objetivo, em todos esses casos, é passar ao expectador a melhor visão possível da desoladora realidade.

Um sujeito que entendeu foi Christian Bale. O Batman está muito bem no papel de John Connor. Sua caracterização nos fez esquecer aquele frangote magrinho dos primeiros filmes. Destaque também foi a participação especial do Arnold Schwarzenegger. A face dele foi incluída digitalmente no corpo de um outro ator. O resultado é interessante. Pelo menos assim o T-800 pôde aparecer, afinal, ele é a alma dessa história. Não faria sentido um filme – contemporâneo ao andróide – ignorar o fato. Estranhices dessa guerra sem futuro. Nota 3/5

Confira o trailer legendado clicando no botão play da imagem abaixo.

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terça-feira, 3 de novembro de 2009 às 23:09

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Ice Age - Dawn of the Dinosaurs: o universo pré-histórico ganha vida nos games

Ice Age - Dawn of the DinosaursSou filho do Super Mario Bros. No vídeo-game gosto dessas aventuras inocentes e meio nonsense. Tiros e carnificina eu até experimento, mas geralmente abandono no meio do caminho. Talvez seja uma forma que o cérebro encontra de me transportar para esses divertidos universos paralelos. Com Ice Age: Dawn of the Dinosaurs (Activision, 2009), versão do filme "A Era do Gelo 3" para PlayStation 2, aconteceu amor à primeira vista.

Logo que peguei no joystick e comecei a controlar o estabanado Sid, percebi um jogo extremamente fácil. É divertido rodar, pular, deslizar, interagir com os outros personagens. Tudo propositalmente muito simples. De cara parece um jogo bem infantil. Logo nas primeiras fases o jogador comanda Manny, Diego, Scrat e outros personagens do filme. Evidente a jogabilidade de um mamute é menor que dos demais. Os movimentos são curtos e demorados. O tigre dente-de-sabre é o oposto. De tão ágil é quase incontrolável.

Ice Age - Dawn of the Dinosaurs

As fases de Ice Age: Dawn of the Dinosaurs vão ficando mais difíceis quando o ambiente muda da neve para floresta dos dinossauros. É de longe a etapa mais divertida do game. Nesse cenário quem comanda é Buck, uma doninha cara-de-pau. O sujeito tem um molejo diferenciado, ajudando a escapar das dezenas de dinossauros que aparecem pelo caminho. Em alguns momentos é possível até subir em alguns desses monstros. Buck é o astro desse game, sem dúvida o personagem mais importante.

O jogo requer boa habilidade no comando da câmera e certa paciência para repertir os movimentos. O bom é que existem muitos checkpoints pelo caminho, nunca deixando o jogador sem uma segunda chance. O que mais achei divertido em Ice Age: Dawn of the Dinosaurs é a exigência de habilidades diferentes para completar o jogo. É preciso ser rápido deslizando em cipós, forte para escalar paredes, equilíbrio para andar sobre pedras, concentração na mira de alvos ambulantes. Até voar é exigido.

Ice Age - Dawn of the Dinosaurs

Gostei também das fases curtas. Nada de muita dor de cabeça. Quando o dedo começa a calejar, desligo e continuo amanhã. Ótimo para quem não tem muito tempo. O resultado é que acabei zerando Ice Age: Dawn of the Dinosaurs meio sem querer. Passei de uma fase chata e logo estava ajudando Manny a enfrentar o grande dinossauro final. Derrubei a caverna na cabeça dele e pronto, zerei!

Foi bom jogar Ice Age: Dawn of the Dinosaurs, estou louco para assistir ao filme, mesmo sabendo que o game vai tirar um pouco o sabor das surpresas. De todo modo, deu para notar que os desenvolvedores conseguiram transportar os fãs ao universo pré-histórico dos heróis de "A Era do Gelo". Só espero que no próximo capítulo do pobre Scrat ganhe mais espaço. O joguinho 2-D (bônus dentro da história, estrelado por ele e a namorada) é extremamente divertido, merecia mais atenção. Nota 4/5

Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.

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