Avatar: buscando na filosofia indígena o pouco que resta da velha Caixa de Pandora
Em 1882 o francês Jules Joseph Lefebvre pintou "Pandora". A tela em óleo de 96 por 75cm representava a mulher que - de acordo com a mitologia grega - abriu uma caixa oferecida por Zeus, deixando escapar todas as qualidades humanas dadas pelos deuses. Mesmo tendo-a fechado rapidamente, sobrou para os mortais apenas uma virtude: a esperança. A partir de então os homens foram afligidos por todos os males.
E assim como no mito, James Cameron juntou numa pequena caixa 3-D chamada Avatar (Avatar, 2009), todas as qualidades da recente cinematografia fantástica. O filme, por exemplo, tem inovações linguísticas (O Senhor dos Anéis), rebelião da natureza (As Crônicas de Nárnia), integração homem-máquina (Matrix), ineditismo tecnológico (Star Wars) e manipulação neural, temática já explorada em andróides (Substitutos) e presidiários (Gamer).
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Ainda que não propositalmente, as referências de Avatar enriquecem a história, tornando o filme um mundo de novas descobertas e experiências. E provavelmente a maior delas seja visual. Avatar foi feito para os olhos. Desse modo, mesmo que sua TV tenha 50'', seria um crime assisti-lo em casa. Até mesmo aquele cineminha do shopping já não serve. Avatar requer óculos especiais e uma mega sala de cinema com 3-D estereoscópico.
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Na história, Jake Sully (Sam Worthington) é um ex-fuzileiro naval paraplégico, recrutado para fazer parte do Projeto Avatar, liderado pela Dra. Grace Augustine (Sigourney Weaver). A tecnologia empregada consiste em projetar sua consciência no corpo clonado de um Na’vi, como são chamados habitantes indígenas da lua Pandora. O objetivo dessa experiência é permitir que o militar se infiltre na região e prepare o terreno para a exploração dos recursos naturais. O problema é que o sujeito apaixona-se pela floresta, pelo povo e pela guerreira Neytiri (Zoë Saldana), transformando a história numa grande jornada de descoberta, amor e redenção.
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Confira o trailer:
O mundo está de olho em Copenhague. Entramos na reta final da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Os 119 chefes de estado tentam encontrar a fórmula que combine: preservação do meio-ambiente e crescimento da economia. Em jogo: o futuro da humanidade. Infelizmente as negociações estão caminhando pra mais um fracasso. Um dos impasses é a meta sugerida pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas. De acordo com o IPCC, os países precisam reduzir entre 25% e 40% as emissões dos gases causadores do efeito estufa até 2020.



Você sabe quando um jovem se torna velho? Alguns dizem idade, cabelo branco, dor nas costas. Eu não sei ao certo, mas se pudesse apontar um único fator diria filosofia de vida. Ela é quem responde por nosso destino, sonhos, projetos, certezas, manias e tolices. Essa bússola semiótica lentamente transforma o espírito aventureiro das crianças numa velha cartilha dogmática. E assim nascem os velhos.






























