Guerra ao Terror: a contagem regressiva de um ciclo interminável
O homem vive em guerra. Ao longo da vida enfrenta doenças, caos urbano, tragédias familiares, violência. Constantemente está exposto a riscos que não controla. É um vizinho psicopata, um chefe carrasco, um irmão egoísta, um juiz corrupto. A ameaça é real. O instinto faz o homem lutar por sobrevivência, mas no fundo, ele pensa: para quê viver? E essa é a pior das guerras. O homem busca um sentido para vida, não encontra...
A cineasta Kathryn Bigelow resolveu mostrar como isso funciona na prática. Em seu filme Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2008) ela acompanha o dia-a-dia de um esquadrão anti-bombas do exército americano no Iraque. Pode apostar que não existe profissão mais perigosa. Um descuido e buuumm! Tripas para o ar. Nessas horas é bom ficar longe. Um artefato pequeno é capaz de devastar quarteirões. Bom para os yankees que tem grana pra tecnologia.

E justamente como um relógio, Guerra ao Terror é um ciclo interminável. O estilo é documental, as imagens chegam à altura dos olhos. Lado a lado com os soldados somos capazes de sentir o gostinho da poeira, o calor dos uniformes, a agonia do desconhecido. A realidade ao extremo, empregada pela cineasta, fez tanto sucesso que o filme recebeu nove indicações ao Oscar 2010. Pra mim é o único capaz de bater "Avatar" (leia a resenha) na briga dos maiores prêmios.


Confira o trailer clicando no botão play da imagem abaixo.





























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